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França lidera esforço para preservar estratégia climática do Banco Mundial

França trabalha para manter vivo o Plano de Acção para as Alterações Climáticas do Banco Mundial, ante o fim previsto, temendo impactos em projectos climáticos e de resiliência

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, nos encontros de Primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington
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  • França está a liderar o esforço para manter ativo o Plano de Ação para as Alterações Climáticas do Banco Mundial, com expiração prevista para o fim de junho.
  • Um grupo de 19 dos 25 acionistas apela à continuidade do plano, enquanto Estados Unidos, Japão, Índia, Arábia Saudita, Rússia e Kuwait não subscreveram o pedido.
  • Os EUA defendem o fim do foco climático e o redirecionamento de financiamento para desenvolvimento, incluindo projetos de combustíveis fósseis; o secretário do Tesouro classificou o plano de “distorcido” e “absurdo”.
  • A ministra francesa do Desenvolvimento, Eleonore Caroit, disse que continuará a discutir formas de manter os benefícios do plano e que França o apresentará no contexto do G7.
  • O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, tem estado a ajustar a prioridade entre clima, energia nuclear e gás, com cerca de 48% dos projetos a possuir co-benefícios climáticos.

França tenta manter viva a estratégia climática do Banco Mundial, que expira no final de junho. Paris planeia levar o tema ao G7, em meio a divisões entre acionistas e países-membros sobre o rumo dos financiamentos.

A ministra francesa do Desenvolvimento, Eleonore Caroit, disse à Reuters que tem discutido planos para manter os benefícios do Plano de Ação para as Alterações Climáticas durante as reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.

Segundo Caroit, não é aceitável deixar caducar a estratégia climática e é necessário encontrar uma solução para continuar a atuar neste domínio. Os debates ocorrem numa conjuntura de choque petrolífero e gás provocado pela guerra no Médio Oriente.

A Administração dos EUA, sob o governo de Donald Trump, defende o fim do foco de 45% dos recursos do Banco Mundial para projetos climáticos, substituindo por empréstimos de desenvolvimento, incluindo gás e combustíveis fósseis.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, saudou o fim da estratégia climática, classificando os objetivos de clima do Banco como distorcidos e até absurdos, em declarações feitas numa reunião de alto nível.

Após o fim previsto da estratégia, Bessent afirmou que o Banco Mundial deveria direcionar financiamentos a projetos duradouros e de alta qualidade, sem perseguir metas arbitrárias.

Um alto funcionário do desenvolvimento, presente nas reuniões, apontou que deixar caducar o plano seria um sinal político relevante, com risco de colocar em causa projetos de energia solar no conselho de administração.

Divisões internas

Numa declaração de outubro, 19 dos 25 acionistas apoiaram a continuidade dos objetivos climáticos, mas representantes dos EUA, Japão, Índia, Arábia Saudita, Rússia e Kuwait não assinaram.

Fontes internas indicam que os diretores executivos, que controlam pouco mais da metade do voto, apoiam manter o compromisso climático, mas não está claro se tal apoio se traduzirá a nível de ministros.

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, mudou recentemente a política, afastando o financiamento de energia nuclear e enfatizando gás, enquanto reconheceu o valor de projetos com co-benefícios climáticos.

Banga também destacou que quase metade dos projetos financiados pelo Banco Mundial tem impactos climáticos diretos, citando estradas resistentes a inundações e sistemas de irrigação eficientes.

Perspetivas para o G7

Caroit destacou a procura contínua de países em desenvolvimento por projetos climáticos, incluindo energia renovável e adaptação às alterações climáticas. O objetivo é limitar o impacto das mudanças climáticas e melhorar a resiliência das populações.

França pretende defender os objetivos do Acordo de Paris durante a presidência do G7 este ano, com apoio a ações que combinem desenvolvimento económico e proteção climática.

A reunião de ministros das Finanças e governadores de bancos centrais em Paris, a 18 e 19 de maio, antecipa a cimeira dos líderes em Evian-les-Bains, em junho, e pode definir o rumo do financiamento climático do Banco Mundial.

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