- O secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, disse ter quase a certeza de que o secretariado nacional vai rejeitar a proposta de alterações à lei laboral.
- Uma sondagem Intercampus revelou que 77,3% dos inquiridos entendem que as alterações beneficiam mais as empresas e 76,6% defendem que deviam beneficiar mais os trabalhadores.
- O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que a UGT deve rejeitar o pacote laboral, conforme o que os trabalhadores esperam da central.
- Fala-se de manter a unidade da UGT apesar de críticas à forma como decorrem as negociações, que teriam começado mal após a intervenção da ministra do Trabalho.
- O Presidente da República prometeu vetar a proposta se não houver acordo na Concertação Social; caso não haja entendimento, a proposta poderá seguir para o Parlamento com um meio-termo.
O secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, afirma ter quase a certeza de que o secretariado nacional vai rejeitar o acordo sobre as alterações à lei laboral. A posição surge após declarações de que uma parte relevante da base da UGT não suporta o texto em discussão.
Monte disse, em debate organizado pela Associação Causa Pública, que cerca de 85 membros do secretariado nacional integram uma maioria de portugueses que rejeita a proposta. A resposta ocorreu na sequência de perguntas sobre a decisão que será tomada pela Concertação Social.
Antes, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, reiterou que a UGT deve rejeitar o pacote laboral. Ele sublinhou que a central representa os trabalhadores e que a decisão visa responder às expectativas dos trabalhadores e manter a unidade do movimento sindical.
Sérgio Monte admitiu que o processo negocial começou de forma difícil, após uma intervenção da ministra do Trabalho sobre as “traves-mestras” do acordo. Disse que foi necessário negociar para acatar as diversas correntes dentro da UGT e manter a coesão da central.
O secretário-geral adjunto apontou também que houve pressões para alcançar um acordo, mas a CGTP e a UGT mantiveram o foco na avaliação pública dos impactos da proposta. Encarou o Parlamento como o próximo cenário de apreciação.
Durante o debate, foram citadas críticas à atuação do Presidente da República e ao papel da Concertação Social, com diferentes vozes a defenderem que a discussão pública se mantenha aquando do envio do diploma ao Parlamento.
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