- A CGTP disse esperar que a UGT não assine o acordo sobre as alterações à lei laboral.
- O secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, afirmou ter quase a certeza de que o secretariado nacional, cerca de 85 membros, rejeitará a proposta.
- O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que a UGT vai rejeitar o pacote laboral, conforme o que esperam os trabalhadores.
- A ministra do Trabalho e o Presidente da República estiveram no centro das discussões, com a possibilidade de veto presidencial caso não haja acordo na Concertação Social.
- Sérgio Monte pediu aos sindicatos que bloqueiem a Assembleia da República com reuniões aos partidos para manter o debate público sobre os riscos para os trabalhadores.
O secretário-geral da CGTP afirmou neste sábado esperar que a UGT não assine o acordo sobre as alterações à lei laboral. A posição surge num contexto de mercado negativo para o documento, cuja apreciação decorre na Concertação Social.
O secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, disse ter quase a certeza de que o secretariado nacional, com cerca de 85 membros, rejeita a proposta. A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta de jornalismo num debate organizado pela Associação Causa Pública.
Monte indicou que o processo negocial começou mal, depois de a ministra do Trabalho ter dito que há traves mestras intocáveis. A subida de tom aconteceu apesar de o secretário-geral da CGTP já ter anunciado que a UGT vai atuar em defesa dos trabalhadores.
Desdobramentos na Concertação Social
A sondagem da Intercampus para o Negócios, CM e CMTV aponta que 77,3% dos inquiridos entendem que as alterações beneficiam mais as empresas, enquanto 76,6% defendem que deveriam favorecer mais os trabalhadores. Os dados são usados como referência para a decisão do secretariado nacional da UGT, agendada para a quinta-feira.
Tiago Oliveira, da CGTP, reiterou que a UGT deve rejeitar o pacote laboral, sublinhando a necessidade de resposta aos interesses dos trabalhadores. O dirigente destacou ainda a importância de manter a unidade entre sindicatos para evitar infiltração de correntes de direita no movimento.
Sérgio Monte apelou aos sindicatos para que, caso o processo avance para o Parlamento, requisitem reuniões com partidos, de forma a manter o tema em discussão pública. O objetivo é esclarecer os riscos que as alterações representam para os trabalhadores.
O Governo tem reforçado que, na ausência de acordo, a proposta que seguirá para a Assembleia da República poderá apresentar um meio-termo. O Presidente da República já indicou que vetaria a proposta se não houver acordo na Concertação Social.
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