- Viktor Orbán não participará na cimeira informal da União Europeia em Nicósia, Chipre, na próxima semana.
- O primeiro-ministro húngaro cessante manterá o cargo até à tomada de posse de Péter Magyar, vencedor das eleições legislativas no passado domingo.
- As autoridades ainda não esclareceram se Orbán será representado por outro dirigente; o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico já o substituiu anteriormente.
- A decisão de faltar à cimeira sucede à duríssima crítica recebida por Orbán por ter vetado o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia.
- Péter Magyar apelou a Orbán para levantar o veto ao empréstimo antes de deixar o cargo; o veto esteve ligado à interrupção do fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba.
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán não participará na cimeira informal de líderes da União Europeia, marcada para a próxima semana em Nicósia, Chipre. A decisão ocorre após a derrota eleitoral contundente de Orbán, que deverá permanecer no cargo até à tomada de posse de Péter Magyar, vencedor das legislativas de domingo.
Autoridades da UE indicaram que Orbán já não é esperado na reunião. Não está claro se será representado por outro líder, como o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, já tendo substituído Orbán noutras ocasiões. Orbán foi o membro mais antigo do Conselho Europeu, desde 2010.
Contexto político e consequências
A ausência de Orbán ocorre numa fase em que o governo húngaro enfrentou críticas por ter vetado o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, em março. O veto esteve ligado à interrupção do fornecimento de petróleo via o oleoduto Druzhba.
António Costa classificou a decisão de reorganizar o acordo como inaceitável, sublinhando que o acordo entre os 27 tem de ser honrado e que ninguém pode chantagear o Conselho Europeu.
Reação e próximos passos
Magyar pediu a Orbán que levante o veto antes da passagem de liderança. A cimeira de Chipre deverá marcar o fim do ciclo de Orbán no âmbito europeu, com a transição de poder para o líder da oposição ainda por confirmar. A presença física de Orbán na última reunião de Bruxelas está a levantar dúvidas sobre futuras ações diplomáticas.
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