- O administrador das Águas do Algarve, Silvério Guerreiro, pediu a demissão por alegados conflitos de interesses, alegando incompatibilidade entre os cargos de autarca e administrador da empresa.
- Guerreiro, do PSD, foi eleito presidente da assembleia municipal de Loulé e deixou o cargo de vogal executivo nas Águas do Algarve.
- O motivo invocado aponta para o facto de a câmara de Loulé deter 5% do capital social da Águas do Algarve, que pertence ao grupo Águas de Portugal.
- A presidente da câmara de Tavira, Ana Paula Martins, PS, também é administradora não executiva da mesma empresa.
- Guerreiro afirmou ter consultado a Entidade da Transparência e a Direção-Geral das Finanças e afirmou que não houve declaração de incompatibilidade; pretende manter o mandato de presidente da Assembleia Municipal.
O administrador das Águas do Algarve anunciou a sua demissão, alegando incompatibilidades com o cargo municipal. A decisão surge numa altura em que o gestor público enfrenta conflitos de interesses entre funções públicas e a direção da empresa.
Silvério Guerreiro, engenheiro civil, pertencia ao conselho de administração da empresa na posição de vogal executivo. Foi eleito presidente da assembleia municipal de Loulé nas últimas eleições autárquicas. A demissão foca-se na presença de participação societária da Câmara de Loulé no capital da empresa, que representa 5% do total, controlado pelo grupo Águas de Portugal.
Contexto institucional e declarações
Guerreiro afirmou, em declarações ao PÚBLICO, que o motivo central reside no facto de a câmara de Loulé deter 5% do capital social da AA, sugerindo que o vínculo entre as duas funções configura conflito de interesses. Relembrou ter consultado a Entidade da Transparência e a Direção-Geral das Finanças antes e após as eleições, sem que tenha havido uma declaração formal de incompatibilidade.
Relações internas e cargo em Tavira
Consta que a presidente da câmara de Tavira, Ana Paula Martins, PS, é também administradora não ejecutiva da mesma empresa. Guerreiro integrou o quadro técnico da Câmara de Loulé antes de ingressar na AA, vindo de uma posição na Polícia Judiciária em Faro, onde prestava assessoria técnica. Sobre o futuro político, o ex-administrador limitou-se a afirmar o compromisso com o mandato de presidente da Assembleia Municipal.
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