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Trump critica o Papa Leão XIV numa rixa sobre a guerra no Irão

Trump ataca o Papa Leão XIV por oposição à guerra do Irão, chamando-o liberal; reacções de líderes católicos e incerteza diplomática

ARQUIVO: O Papa Leão XIV chega para a sua audiência geral semanal na Praça de São Pedro, no Vaticano, a 4 de março de 2026
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  • Trump atacou publicamente o Papa Leão XIV, com acusações de ser “fraco no crime” e de prejudicar a Igreja Católica por defender a não-entrada na guerra do Irão.
  • O pontífice tinha dito que a guerra no Irão é alimentada por uma “ilusão de omnipotência”; Trump reagiu, afirmando que é liberal e que não quer um Papa que apoie o Irão nuclear.
  • As críticas de Trump foram feitas numa publicação nas redes sociais no domingo à noite, repetidas aos jornalistas na pista de regresso a Washington.
  • O Papa Leão XIV respondeu na segunda-feira, dizendo que não tem intenção de debater com Trump e mantendo o objetivo de promover a paz.
  • A polémica ocorre num contexto de negociações entre EUA e Irão e coincide com a viagem do Papa à África, com reacções de representantes da Igreja, como o arcebispo Paul S. Coakley.

Donald Trump atacou o Papa Leão XIV, numa troca rara entre o Presidente dos EUA e o líder da Igreja Católica. O ataque teve origem no debate sobre a guerra no Irão, com Trump a criticar duramente o pontífice durante um voo de regresso à capital norte‑americana e nas declarações à imprensa no solo.

Trump afirmou que não considera o Papa um líder que esteja a fazer um bom trabalho e descreveu o pontífice como liberal. A crítica seguiu-se a comentários do Papa sobre a guerra no Irão, que o Vaticano descreveu como motivada por uma ilusão de omnipotência na política externa.

O Papa Leão XIV havia sugerido, no fim de semana, que a guerra no Irão é alimentada por uma sensação de poder ilusória. O pontífice não mencionou nomes, mas as observações foram interpretadas como uma crítica indireta à posição dos EUA sobre o conflito.

Durante a viagem de regresso, Trump reiterou a sua posição em público e em mensagens nas redes sociais, afirmando que não quer um Papa que apoie a ideia de que o Irão possa ter armas nucleares. Também questionou a relação entre a Igreja e a política externa.

Mais tarde, o Papa respondeu aos jornalistas, dizendo que não pretende discutir com Trump e que a prioridade é a promoção da paz. O pontífice mencionou que não é político e reiterou a importância de evitar confrontos, especialmente numa viagem à Argélia e ao continente africano.

No confronto público, Trump sugeriu que o Papa talvez tenha chegado ao Vaticano com apoio americano, insinuando que a posição do pontífice seria influenciada por interesses externos. A declaração gerou reação entre interlocutores da Igreja e observadores internacionais.

O vice-presidente americano, JD Vance, pertence a uma comunidade católica e já teve envolvimento próximo com o Vaticano. A Igreja Católica, liderada pelo Papa, conta com cerca de 1,4 mil milhões de fiéis em todo o mundo.

A reação interna à Casa Branca incluiu uma declaração do arcebispo Paul S Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, que expressou desânimo com as críticas de Trump, reiterando que o Papa não é político, mas vigário de Cristo.

O episódio ocorre num contexto de negociações entre EUA e Irão e de um cessar-fogo frágil no âmbito do qual o Papa tem desenvolvido uma atuação pública centrada na paz. A viagem do Papa Leão XIV a África estava prevista para arrancar na segunda-feira, após a oração noturna na Basílica de São Pedro.

Fontes indicam que o tom do Papa foi interpretado como uma chamada à responsabilidade global na gestão de conflitos, sem mencionar diretamente países ou líderes específicos. A situação continua a evoluir à medida que se movimentam as negociações diplomáticas internacionais.

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