- O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou o Papa Leão XIV de “fraco em matéria de criminalidade e péssimo em política externa” numa publicação no Truth Social.
- A crítica de Trump ao líder da Igreja Católica gerou reação rápida de católicos nas redes sociais, que defenderam o papel do Papa.
- Massimo Faggioli, especialista em Vaticano, comparou os comentários de Trump aos ataques a Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial, dizendo que não há ambiguidade na atual situação.
- O arcebispo Paul S. Coakley, presidente da Conferência Episcopal dos EUA, afirmou que o Papa Leão XIV não é rival de Trump e que ele é vigário de Cristo, que fala pela verdade do evangelho.
- Leão XIV tem criticado a guerra e apelado a uma saída pacífica para o conflito no Irão, além de questionar políticas de imigração de linha dura, em contraste com as posições do governo norte‑americano; o Vaticano não comentou o episódio.
Donald Trump atacou o Papa Leão XIV, dizendo que o líder da Igreja Católica é fraco em criminalidade e péssimo em política externa. A provocação ocorreu no final de domingo, via Truth Social, e reforçou críticas públicas à postura do pontífice sobre guerra e imigração.
O ataque ocorreu num momento em que o Papa Leão XIV é crítico da política externa norte-americana e de Israel em relação ao Irão. O pontífice tem apelado à contenção e à paz, destacando as consequências humanitárias dos conflitos.
Reação dos católicos e analistas
Especialistas ouvidos pela imprensa destacaram que as declarações de Trump geram controvérsia ao alvoarem um líder religioso. Massimo Faggioli compara a ofensiva a movimentos históricos de políticos contra o Vaticano. O arcebispo Paul S. Coakley afirmou que o Papa não é rival de ninguém, mas vigário de Cristo e responsável pela verdade do evangelho.
Leão XIV, natural de Chicago, tem sido mais crítico da guerra que envolve Irão e observa restrições à imigração de forma ponderada. Ele já questionou se políticas de imigração do governo americano são compatíveis com ensinamentos pró-vida da Igreja e pediu uma saída pacífica para reduzir a violência.
O Vaticano não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O Papa iniciou recentemente uma viagem de dez dias por quatro países africanos, reforçando o apelo a uma abordagem mais compassiva sobre migração. Trump afirmou que o Papa deveria agir como líder moral, não político.
Contexto e antecedentes
Trump já teve desentendimentos públicos com o Papa Francisco, predecessor de Leão XIV, sobre políticas de imigração. O presidente argumenta pela contenção de imigração de países em desenvolvimento para reduzir criminalidade. O pontífice tem reiterado a necessidade de diálogo e de soluções humanas.
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