- O PS, através de André Moz Caldas, pediu ao Governo transparência sobre a ferramenta NewsWhip, incluindo divulgação do caderno de encargos e dos fins da função de “ranking de jornalistas”.
- A polémica decorre de um contrato, na casa dos cerca de 40 mil euros, celebrado pela Secretaria-Geral do Governo com a NewsWhip para uma plataforma de análise preditiva baseada em IA destinada à monitorização de redes sociais e meios de comunicação online.
- O jornal Correio da Manhã avançou que a ferramenta permite ordenar jornalistas conforme o impacto das suas publicações, com o objetivo de antecipar crises mediáticas e ajustar a comunicação do executivo.
- O Governo afirmou que a ferramenta é um “clipping moderno” que usa fontes abertas e conteúdos públicos e negou que seja usada para monitorizar jornalistas; o PS questiona os fins do ranking e quem tem acesso aos dados.
- O PS também solicita a avaliação pela Comissão Nacional de Proteção de Dados e garantias de que a ferramenta não será usada para fins partidários, indicando que poderá haver iniciativas parlamentares e lembrando casos anteriores no Reino Unido.
O PS pediu ao Governo transparência sobre a utilização da ferramenta NewsWhip, adquirida para monitorização de meios de comunicação social. O pedido inclui o caderno de encargos e os fins da função de ranking de jornalistas.
André Moz Caldas, dirigente do PS e membro do Secretariado Nacional, pediu uma resposta política clara. O objetivo é esclarecer se a ferramenta classifica jornalistas pelo impacto das suas notícias.
A notícia do Correio da Manhã sustenta que a Secretaria-Geral do Governo fechou um contrato de cerca de 40 mil euros com a NewsWhip, empresa irlandesa. A plataforma é apresentada como analítica preditiva baseada em IA.
Segundo o jornal, o sistema pode ordenar jornalistas conforme o impacto das publicações, com a promessa de antecipar crises mediáticas e orientar a comunicação do Governo.
O Governo reagiu, dizendo que a ferramenta funciona como um clipping moderno, rastreando fontes públicas, e negando o uso para vigiar jornalistas. O Executivo garante que não há monitorização de profissionais.
O PS exige esclarecimentos sobre os fins do ranking, quem tem acesso aos dados e se a Comissão Nacional de Proteção de Dados foi consultada antes da contratação. Também questiona garantias contra uso partidário.
Moz Caldas solicitou a divulgação integral do caderno de encargos, lembrando que a matéria é sensível e requer transparência. O líder socialista afirmou que, se não houver esconderijo, as respostas devem chegar em breve.
O dirigente mencionou ainda potenciais ações parlamentares. Recordou casos no Reino Unido, onde o fornecedor já foi contratado, e o que começou como monitorização evoluiu para um relatório abrangente.
Para o PS, o tema revela uma dificuldade do Governo em entender o papel da comunicação social numa democracia. Diz que se tem havido preferências por modelos de controlo da comunicação pública.
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