- O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Luís Filipe Simões, afirmou que jornalistas são escrutinados diariamente e desafiou Ana Abrunhosa a dizer que houve violação grave à ética por João Gaspar, da Lusa.
- Simões entregou uma queixa na Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre os novos estatutos da Lusa.
- Disse que o escrutínio é um serviço à sociedade e que jornalistas não devem ser punidos por escrutinarem quem têm de escrutinar.
- O incidente aconteceu numa reunião da Câmara de Coimbra, após a publicação de uma notícia sobre a Casa do Cinema de Coimbra, que dava conta de o espaço poder perder a licença por o município não avançar com o plano de reabilitação.
- A Direção de Informação da Lusa repudiou as acusações da autarca e reiterou a confiança em João Gaspar, defendendo que ele apenas procurou esclarecer a situação e publicou a notícia após insistência.
Luís Filipe Simões, presidente do Sindicato dos Jornalistas, afirmou que os jornalistas são escrutinados diariamente, desafiando a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, a reconhecer uma violação grave da ética por parte do jornalista da Lusa João Gaspar. A posição foi apresentada à saída da ERC.
O sindicalista defendeu que o escrutínio do poder é parte do serviço público que os jornalistas devem prestar e entregou uma queixa na ERC sobre os novos estatutos da Lusa. Sustentou que sem esse escrutínio, o jornalismo perderia a sua função informativa.
Segundo Simões, o episódio em causa ocorreu na última reunião camarária, após a publicação sobre a Casa do Cinema de Coimbra, que indicava risco de perda da licença por não avançar o plano de reabilitação. O jornalista teria solicitado esclarecimentos ao executivo municipal sem sucesso.
Reação da Lusa e posição institucional
A Direção de Informação da Lusa enviou uma carta à presidente da Câmara de Coimbra, repudiando as acusações veiculadas durante a reunião. Em nota, a DI afirma que as acusações são infundadas e difamatórias, e reitera a confiança no trabalho de Gaspar, que apenas informou sobre a situação da Casa do Cinema.
A DI sublinha que Gaspar limitou-se a apresentar o tema e a questionar o município, tendo publicado a notícia apenas nove dias depois, após insistência direta junto à responsável pela comunicação do órgão.
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