- A eleição presidencial no Peru, realizada a 12 de abril de 2026, enfrentou falhas logísticas que impediram milhares de eleitores de votar e atrasaram o apuramento dos resultados.
- Mais de 63 000 eleitores, em Lima e noutras zonas, incluindo residentes no estrangeiro, terão uma segunda oportunidade para votar a 13 de abril, após a não comparência de boletins em várias assembleias.
- O atraso torna improvável a divulgação dos resultados antes de 14 de abril, alimentando preocupações sobre a transparência do processo numa corrida com 35 candidatos.
- A participação é obrigatória para cidadãos entre 18 e 70 anos, com coimas que podem chegar a cerca de 30 euros para quem não votar; o país tem mais de 27 milhões de eleitores recenseados, incluindo 1,2 milhões no estrangeiro.
- Se nenhum candidato alcançar cinquenta por cento dos votos, é esperada uma segunda volta em junho, com o contexto a incluir um Congresso bicamaral reformado, reintroduzindo o Senado com 60 lugares e uma Câmara baixa com 130 deputados.
O Peru viveu dúvidas sobre a integridade do voto após as eleições de domingo, 12 de abril de 2026, devido a falhas logísticas generalizadas que evitaram que milhares de eleitores votassem e atrasaram o apuramento dos resultados. Os problemas atingiram várias regiões e infligiram atraso aos números oficiais.
Protestos tomaram conta do país, com eleitores a questionar a credibilidade do processo, apesar das garantias das autoridades eleitorais de que o resultado refletirá a vontade popular. As manifestações ocorreram em várias cidades.
Responsáveis eleitorais indicaram que mais de 63 000 eleitores, em Lima e noutras zonas, incluindo residentes no estrangeiro, terão uma segunda oportunidade de votar na segunda-feira, 13 de abril, devido à ausência de boletins em dezenas de assembleias. O atraso aponta para uma divulgação provável dos resultados apenas a partir de 14 de abril.
A corrida presidencial conta com 35 candidatos, num contexto de criminalidade crescente e instabilidade política. O Peru teve nove presidentes na última década, o que amplifica a perceção de volatilidade institucional. Estão recenseados pouco mais de 27 milhões de eleitores, incluindo 1,2 milhões no estrangeiro.
A participação é obrigatória para cidadãos entre os 18 e os 70 anos, com coimas acessíveis para quem não votar. Como nenhum candidato deve obter mais de 50% dos votos, uma segunda volta em junho é considerada provável pelos analistas. Além disso, realiza-se pela primeira vez desde há 30 anos uma eleição para um Congresso bicamaral.
O novo Parlamento combina uma Câmara baixa de 130 deputados com um Senado de 60 lugares, numa reforma que reforça o papel legislativo no controlo do executivo. O contexto político tem sido marcado por reformas institucionais significativas e debates sobre governabilidade.
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