- A oposição pediu ao Governo que explique os moldes de uso da ferramenta NewsWhip, adquirida por 40 mil euros.
- A ferramenta permite monitorizar a importância de temas na opinião pública e identificar jornalistas com vozes mais influentes, com base na análise de meios online e redes sociais.
- A Secretaria-Geral do Governo sustenta que o serviço é um “clipping moderno” e não serve para vigiar jornalistas.
- O contrato tem ligação com o Executivo da AD e foi descrito como uma ferramenta de recolha seletiva de notícias.
- Partidos da oposição reafirmam a necessidade de clarificação sobre propósitos, limites e fiscalidade do serviço.
A oposição pediu esclarecimentos ao Governo sobre a aquisição de uma ferramenta de monitorização denominada NewsWhip. O objetivo alegado é medir a importância de temas na opinião pública e identificar jornalistas com maior influência durante crises, através da análise de meios online e redes sociais.
A compra terá um custo de 40 mil euros, segundo informações disponíveis. O fabrico do serviço envolve recolha de informações e avaliação de tendências para orientar o acompanhamento da comunicação social durante eventos relevantes.
Os críticos questionam a finalidade do recurso, sugerindo um uso mais amplo que o simples clipping de notícias. Os defensores argumentam que se trata de um método moderno de recolha de conteúdos relevantes, sem aplicação na vigilância individual de jornalistas.
Posição do Governo
A Secretaria-Geral do Governo, entidade responsável por aconselhar o Executivo, explicou que o serviço contratado se enquadra no que classifica como clipping moderno. Afirmou ainda que não se destina a vigiar jornalistas, mas a monitorizar discussões públicas e conteúdos mediáticos para fins de análise institucional.
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