- O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, ganhou as legislativas húngaras com 137 de 199 assentos, num escrutínio com 79% de participação.
- Magyar afirmou que a vitória liberta a Hungria e apontou uma maioria de dois terços no Parlamento.
- O Fidesz, de Viktor Orbán, deve ficar com 54 assentos, e Mi Hazank com sete.
- Orbán reconheceu a derrota, descrevendo o resultado como “doloroso, mas claro”.
- Reações internacionais: a presidente da Comissão Europeia elogiou a vitória pró-Europa; o presidente ucraniano Zelensky felicitou Magyar.
O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, venceu as legislativas húngaras com 137 de 199 lugares, num escrutínio em que a participação atingiu 79%. A vitória aponta para uma maioria qualificada no novo Parlamento, ainda não concluída, com o desfecho confirmado após avaliação de resultados oficiais.
O primeiro-ministro cessante, Viktor Orbán, reconheceu a derrota e descreveu o desfecho como doloroso, mas claro. O resultado favorece o Tisza, que se aproxima de uma maioria de dois terços, enquanto o Fidesz de Orbán deverá manter 54 assentos e o Mi Hazank fica com sete.
Péter Magyar, numa primeira intervenção pública em Budapeste, afirmou que a vitória representa a libertação da Hungria e expressou confiança numa maioria parlamentar estável. O líder conservador também garantiu que o país continuará a evoluir como aliado da União Europeia e da NATO.
Contexto político e consequências regionais
A vitória do Tisza altera o eixo político interno, encerrando um ciclo de domínio de 16 anos do Fidesz. Orbán admitiu que a derrota terá impactos para a coordenação com aliados internacionais, num momento de tensão regional que envolve a Ucrânia e a relação com Moscovo.
A reação internacional não tardou. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou a passagem para o bloco europeu, afirmando que a Hungria escolheu a Europa. Zelensky, líder ucraniano, parabenizou Magyar pela vitória expressiva.
O escrutínio ocorre numa noite em que o Tisza consolidou apoios amplos entre eleitores pró-europeus, com expectativa de que Magyar forme uma maioria sólida no Parlamento, assegurando governabilidade e alinhamento institucional com as instituições comunitárias.
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