- A Alternativa para a Alemanha (AfD) propõe reactivar o gasoduto Nord Stream e eliminar subsídios para infraestruturas de energia solar e eólica.
- O partido compromete-se a diversificar o fornecimento de gás e petróleo, evitando novas dependências e viabilizando a reactivação de rotas existentes, incluindo o Nord Stream.
- O documento defende também a reativação da energia nuclear, com revisão da sua utilização e extensão de vida útil de centrais existentes.
- A AfD reafirma a intenção de manter gás e carvão após 2038, como parte de uma estratégia energética.
- Um antigo membro dos serviços secretos ucranianos permanece sob custódia na Alemanha, acusado de coordenar um grupo que alegadamente mergulhou no Báltico para plantar explosivos nas infraestruturas.
A Extrema-direita alemã apresenta um documento de política que propõe a reativação do gasoduto NordStream, até hoje indisponível desde um ataque em 2022. O texto também defende o regresso à energia nuclear e o fim dos subsídios a renováveis, incluindo solar e eólica. A publicação ocorreu após uma reunião do grupo parlamentar da AfD em Cottbus, no Leste da Alemanha.
O partido afirma que a Alemanha deve diversificar as fontes de gás e petróleo para evitar novas dependências e manter rotas de abastecimento existentes, incluindo o NordStream. Segundo o documento, o objetivo é viabilizar a reativação deste gasoduto, cuja inutilização persiste desde o ataque de setembro de 2022.
Contexto e alvo do debate
O NordStream viu o fluxo de gás suspenso após o ataque de 2022, com um dos ramais comprometido. Na altura, a Rússia já tinha reduzido o fornecimento à Alemanha, e o NordStream 2 não entrou em operação. Os responsáveis pelo ataque permanecem sob investigação em diversos países.
Um antigo membro dos serviços secretos ucranianos está detido na Alemanha, aguardando julgamento por alegada coordenação de uma operação de mergulhadores que visou instalar explosivos no Báltico. O caso tem crescido em atenção mediática na região.
Propostas económicas e energéticas
O documento da AfD compromete-se a eliminar subsídios para infraestruturas de energia solar e eólica. Mantém a opção de continuar a usar gás e carvão após 2038. A linha política reforça também a defesa da continuidade da energia nuclear como parte da matriz energética.
Apoio e leitura política
A AfD, que compete por votos com a CDU, mantém a promessa de revitalizar a energia nuclear, incluindo a avaliação política, a extensão da vida útil de centrais existentes e a possível reativação de instalações desativadas. O texto enfatiza a importância de opções energéticas domésticas.
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