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Ventura diz que consenso na lei laboral depende mais do Governo que do Chega

Ventura afirma que consenso na revisão laboral depende mais do Governo que do Chega, exigindo vontade executiva para chegar a acordo

André Ventura
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  • Ventura afirma que consenso na revisão laboral depende mais do Governo do que do Chega, condicionando acordo à aceitação das suas posições pelo Executivo.
  • Chega mantém abertura para discutir alterações ao pacote laboral, dizendo que o país está acima de tricas políticas.
  • O líder do Chega acusa o Governo de querer vitimizar-se e provocar crises políticas, e lembra o pedido de consensos feito pelo Presidente da República, António José Seguro.
  • O Governo chamou a UGT e as quatro confederações empresariais para uma reunião na segunda-feira, no âmbito das negociações sobre as alterações à lei laboral.
  • O anteprojeto Trabalho XXI foi apresentado a 24 de julho de 2025, apresentando uma revisão profunda do Código do Trabalho com mais de cem alterações.

O líder do Chega disse este sábado que o consenso na revisão laboral depende mais do Governo do que do partido. André Ventura afirmou que o Chega está disponível para chegar a acordos, desde que o executivo aceite determinadas condições, e desde que o Governo não se vitimize.

Durante a inauguração da sede do Chega da Maia, no Porto, Ventura sublinhou que o Chega mantém a abertura para discutir as alterações ao pacote laboral. Garantiu que o país não pode ficar refém de é possível assegurar um acordo, se o Governo assim o entender.

O dirigente acrescentou que, desde agosto, já tinham sido indicadas as condições do Chega, e que o Governo sabia disso. Para Ventura, o confronto foi criado pelo executivo, não pelo Chega, que pretende evitar crises políticas artificiais.

Afirmou ainda que a posição do Chega não é de oposição aos trabalhadores, mas de defesa de direitos e de maior flexibilidade para as empresas. O objetivo é que o centro e a direita, e não apenas o partido, cheguem a um acordo com o Governo.

Ventura comentou que o Presidente da República, António José Seguro, pediu consensos na matéria. Reforçou que é preciso vontade do Governo de Luís Montenegro, não de provocar crises políticas a cada momento.

O líder do Chega indicou que a direita social, hoje maioritária no parlamento, representa a visão de que é possível proteger os trabalhadores e, ao mesmo tempo, aumentar a flexibilidade para gerar riqueza. Assim, o Chega defende um acordo nessa linha.

Segundo Ventura, o país pretende mais e melhor trabalho, e a conclusão de um acordo depende do Governo. O Chega, acrescentou, está disponível para ajustar as condições para chegar a consensos.

O Governo convocou a UGT e as quatro confederações empresariais para uma reunião na segunda-feira, no âmbito das negociações sobre a lei laboral. A informação foi confirmada à Lusa por uma fonte ligada ao processo.

O anteprojeto de reforma, Work XXI, apresentado a 24 de julho de 2025, prevê mais de 100 alterações ao Código do Trabalho. O objetivo é promover alterações estruturais na legislação laboral.

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