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José Ornelas critica cobrança de imposto a vítimas da Igreja Católica

Presidente da CEP contesta tributação de indemnizações a vítimas da Igreja Católica, argumentando peso fiscal adicional sobre quem já sofreu

O bispo José Ornelas está no final do segundo mandato à frente da CEP
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  • O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, afirmou que não é eticamente aceitável que as indemnizações às vítimas de abusos na Igreja Católica sejam tributadas pelo Estado.
  • A CEP anunciou que 57 vítimas vão receber entre nove mil e quarenta e cinco mil euros, totalizando 1,6 milhões de euros, após a igreja ter reduzido as indemnizações sugeridas pela comissão de fixação.
  • A notícia na revista Sábado indicou que o Fisco pode tributar as indemnizações, o que levou a CEP a considerar a matéria.
  • Ornelas defende a criação de um novo Tribunal de Nuremberga para julgar políticos que invocam valores cristãos para justificar discursos de ódio e exclusão.
  • O líder da CEP também abordou mudanças na Igreja, apontando para decisões do Papa e a expectativa de uma visita papal a Fátima em 2027.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, considera eticamente inadmissível que as indemnizações atribuídas às vítimas de abuso sexual na Igreja Católica sejam tributadas pelo Estado. A posição surge na mesma semana em que se revelou que a CEP reduziu os valores sugeridos pela comissão de fixação de compensação.

Ornelas comentou que o Fisco deverá taxar as indemnizações estimadas em 1,6 milhões de euros para 57 vítimas aprovadas. Em Fátima, afirmou que a tributação pesa sobre quem já sofreu, o que não entende como aceitável. A CEP discute o tema internamente, declarou.

A situação ganhou destaque após a Igreja, segundo o semanário Expresso, ter reduzido os montantes propostos pela comissão de fixação de compensação. Os membros da comissão alegaram que o trabalho foi desconsiderado e que ganham menos peso junto aos valores finais.

Tribunal de Nuremberga e discurso público

Em entrevista à agência Lusa, o líder da CEP defendeu a criação de um novo tribunal para políticos que usam valores cristãos para justificar discursos de ódio e exclusão. Reforçou a necessidade de responsabilização daqueles que promovem tais mensagens.

Ornelas criticou também decisões políticas consideradas incompatíveis com princípios cristãos, referindo-se a casos de oposição ao aborto e à proteção dos mais vulneráveis. Observou que a Igreja não deve julgar decisões pessoais difíceis, mas condenou ações que agravem a condição dos vivos.

Mudanças na Igreja e próximos passos

O presidente da CEP afirmou que o debate interno sobre alterações na Igreja deverá terminar com decisões do Papa. Definiu a diversidade como compatível com a unidade e reiterou que a Igreja é um espaço de participação para todos, dentro de um caminho comum.

Outra nota aponta para uma possível visita do Papa Leão XIV a Fátima em 2027, em honra dos 110 anos das aparições na Cova da Iria. A previsão depende de agenda papal e de decisões da Igreja.

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