- A Iniciativa Liberal de Coimbra acusa a presidente da câmara, Ana Abrunhosa, de atacar a liberdade de imprensa e exige que se retrate pelo ataque público a um jornalista da Lusa.
- O episódio ocorreu na última reunião camarária, após uma notícia sobre a Casa do Cinema de Coimbra, que indicava risco de perder a licença por falta de reabilitação acordada.
- A IL/Coimbra afirma que Abrunhosa alegou que o jornalista “falhou à verdade”, cometeu uma “falha deontológica grave”, retirou-lhe a confiança e sugeriu que, se quisesse fazer política, entregasse a carteira de jornalista.
- Os liberais defendem que um jornalista não precisa da confiança de quem está no poder para cumprir o seu trabalho, e mostram solidariedade com João Gaspar e com os outros jornalistas que abandonaram a sala.
- O PCP também criticou a presidente, e a Direção de Informação da Lusa enviou uma carta à autarca denunciando as acusações como difamatórias, reafirmando a confiança no jornalista e dizendo que ele apenas reportou preocupações sobre a Casa do Cinema de Coimbra.
A Iniciativa Liberal de Coimbra (IL/Coimbra) acusa a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, de ameaçar a liberdade de imprensa, após um incidente na última reunião camarária. A contestação surge na sequência de uma notícia sobre a Casa do Cinema de Coimbra publicada pela Lusa.
A notícia revela que o espaço pode perder a licença por o município não avançar com o plano de reabilitação acordado. O jornalista da Lusa questionou o executivo municipal, sem obter resposta durante a sessão.
A IL/Coimbra sustenta que Ana Abrunhosa atacou publicamente o jornalista, acusando-o de falhar à verdade e de cometer uma falha deontológica grave, retirando-lhe a confiança. A organização afirma que o jornalista não precisa da confiança de políticos para cumprir o seu trabalho.
O partido liberais salienta que o jornalismo serve para escrutinar o poder e não para o validar. Regista ainda que o jornalista enviou perguntas ao município a 1 de abril e aguardou mais de uma semana pela resposta.
Contexto
A IL/Coimbra solidariza-se com João Gaspar, mantendo que fez o seu trabalho com rigor e dentro das regras deontológicas. O grupo recorda que outros jornalistas abandonaram a sala em protesto.
Também o PCP criticou a presidente da Câmara, acusando-a de tentar condicionar o livre exercício do jornalismo ao dirigir acusações ao jornalista João Gaspar com traços de prepotência.
Numa reação publicada na sexta-feira, a Direção de Informação da agência Lusa repudiou as acusações dirigidas ao jornalista durante a reunião pública e expressou a sua confiança em Gaspar, citado como percurso irrepreensível na redação.
A DI reforçou que Gaspar limitou-se a reportar as preocupações do coordenador da Casa do Cinema e procurou o contraditório junto da Câmara, tendo publicado a notícia apenas nove dias depois, após nova diligência junto do gabinete de comunicação.
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