- No segundo encontro “Entre Cafés” da parceria entre a Federação Académica do Porto (FAP), o Jornal de Notícias (JN) e a TSF, José António Pereira refletiu sobre democracia, liberdade e o papel da comunicação social.
- O jornalista afirmou que não há liberdade nem democracia sem uma imprensa forte e destacou a importância da imprensa local e da literacia mediática.
- Alertou para o risco do imediatismo nas redes sociais, defendendo que, quando um órgão de comunicação quer dar primeiro e falha, perde rigor e imparcialidade.
- Observou que a lógica de consumo alterou hábitos, que as redes sociais favorecem mensagens sem contraditório, e que, em temas sérios, as audiências tendem a subir porque é onde está informação fiável.
- Pediu apoio do Estado aos meios tradicionais, desde que não haja interferência editorial, para preservar o rigor e a imparcialidade do jornalismo.
O segundo encontro do ciclo Entre Cafés contou com a presença de José António Pereira, repórter da RTP, a acompanhar o jornalista Francisco Porto Fernandes, presidente da Federação Académica do Porto (FAP). O debate decorreu no Rádio Clube de Agramonte, na manhã de quarta-feira.
O tema central foi Democracia e liberdade, abordando o papel da comunicação social na era das redes sociais e da IA. Pereira partilhou a sua experiência de 15 anos na RTP, destacando o valor da imprensa local na construção da informação junto das comunidades.
O jornalista reconheceu que o imediatismo das redes pode comprometer a qualidade jornalística. Afirmou que a prestação informativa deve manter rigor, imparcialidade e veracidade, sobretudo em temas de grande relevância como pandemias, conflitos e crises.
Imprensa local que resiste
José António Pereira descreveu o jornalismo local como resistente e essencial à fiscalização do poder local. A falta de visibilidade do interior pelas grandes emissoras é uma preocupação, bem como o risco do centralismo que pode boicotar a diversidade informativa.
Na visão do jornalista, a imprensa regional precisa de assegurar recursos para cumprir o seu papel público sem interferência editorial. A sustentabilidade financeira é vista como condição-chave para manter a independência e a qualidade profissional.
Estado tem de ajudar
Sobre as dificuldades económicas dos meios tradicionais, Pereira defende apoio estatal, desde que não haja condicionantes editoriais. O objetivo é salvaguardar o rigor, a imparcialidade e a confiança do público na imprensa.
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