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Governo reúne-se com UGT e patrões para alterações à lei laboral

Governo discute alterações à lei laboral com a UGT e patrões, incluindo alargamento de prazos e regresso do banco de horas individual, ainda sem consenso

UGT
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  • O Governo reúne-se hoje com a UGT e confederações empresariais para discutir alterações à lei laboral, numa semana em que a UGT realiza o seu secretariado nacional.
  • O Executivo mantém as linhas centrais de endurecimento: alargamento do prazo dos contratos a termo certo e incerto, não reintegração em despedimento ilícito, regresso do banco de horas individual e revogação do banco de horas grupal.
  • A UGT aponta “linhas vermelhas” como outsourcing, duração dos contratos e reintegração, mantendo o documento em negociação sem grandes quebras de posição.
  • O documento já foi entregue há quase duas semanas à UGT e às quatro confederações empresariais; a CGTP não participa, alegando violação de participação nas negociações.
  • A decisão final dependerá de uma reunião plenária da Concertação Social; o Governo antecipa levar a proposta ao parlamento em breve.

O Governo reúne-se hoje com a UGT e as confederações empresariais para discutir alterações à lei laboral. O encontro acontece na semana em que a central sindical liderada por Mário Mourão reúne o secretariado nacional.

Entre os temas em debate estão o alargamento do prazo dos contratos a termo certo e incerto, a não reintegração de trabalhadores despedidos ilicitamente, o regresso do banco de horas individual e a revogação do banco de horas grupal. O outsourcing e os serviços mínimos em greve também são considerados.

Segundo o documento em mãos, o Executivo mantém as linhas vermelhas da UGT, sem grandes aproximações quanto a estes pontos. O Governo afirma que o conteúdo não é uma proposta, mas o estado das negociações com os parceiros.

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não comentou o conteúdo, referindo apenas que as negociações decorrem com parceiros, sem entrar em detalhes. A CGTP continua de fora das reuniões oficiais, apesar de assento na Concertação Social.

Mário Mourão adiantou que o secretariado nacional discutirá várias matérias e fará uma avaliação do processo negocial em curso, que se estende há oito meses. A decisão final de um possível acordo depende de uma reunião plenária da Concertação Social.

O Governo já sinalizou que a proposta pode chegar ao parlamento em breve, independentemente de acordo. Palma Ramalho afirmou que contributos serão aproveitados conforme relevantes, num recado interpretado como uma mensagem ao Presidente da República.

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