- A Assembleia Municipal de Oeiras chumbou, por maioria, uma moção de censura apresentada pelo Chega contra o presidente da Câmara, Isaltino Morais.
- A moção defendia a suspensão do mandato do autarca na sequência de uma acusação do Ministério Público relacionadas com despesas em refeições superiores a 150 mil euros.
- Votaram contra a moção os representantes do INOV, PS, Evoluir Oeiras (Livre/BE/Volt), CDU e PAN; houve abstenção da IL e votos favoráveis do Chega.
- Durante o debate, vários partidos criticaram a confusão entre acusação e condenação e defenderam transparência na gestão de dinheiros públicos.
- Isaltino Morais disse que as despesas, em cerca de sete anos, correspondem a mais de cinco mil refeições e rejeitou a ideia de uso indevido de dinheiros públicos.
A Assembleia Municipal de Oeiras chumbou esta terça-feira uma moção de censura apresentada pelo Chega contra o presidente da Câmara, Isaltino Morais. A proposta defendia a suspensão do mandato devido a acusações do Ministério Público sobre despesas com refeições, no distrito de Lisboa.
A moção foi rejeitada por maioria. Votos contra: Isaltino Inovar Oeiras 25 (INOV), PS, Evoluir Oeiras (Livre/BE/Volt), CDU e PAN. Abstenção: IL. Votos favoráveis: Chega, que apresentou a iniciativa.
O MP acusa Morais e mais 22 responsáveis de peculato e abuso de poder, ligados a despesas superiores a 150 mil euros em refeições. O Ministério Público aponta para suposta prática entre várias pessoas.
O presidente da Câmara explicou que as despesas, cerca de 150 mil euros, correspondem a sete anos e a milhares de refeições, recusando qualquer alegação de uso indevido de dinheiros públicos. Citou cerca de 5.000 refeições no conjunto.
A Assembleia Municipal de Oeiras é composta por 21 membros eleitos pelo Inov25, mais 3 do PS, 3 do Chega, 2 da coligação Livre/BE/Volt, 2 da IL, 1 CDU e 1 PAN. Por inerência, integram também 5 presidentes de junta do Inov25.
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