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Cascais é a Capital Europeia da Democracia

Cascais é Capital Europeia da Democracia em 2026, destacando participação cívica com hortas comunitárias e a plataforma Vida Cascais para saúde e inclusão

Cascais assume o papel de Capital Europeia da Democracia
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  • Cascais foi escolhida, em 2026, como Capital Europeia da Democracia, numa iniciativa europeia criada em 2023 que distingue cidades com práticas relevantes de participação cívica, após votação de especialistas e participação de mais de quatro mil e cinco cidadãos de quarenta e sete países.
  • Um dos projetos que contribuiu para a distinção é Terras de Cascais, uma rede de hortas e vinhas comunitárias distribuídas por vários bairros, desenhadas para promover participação e interação entre moradores.
  • O modelo inclui parcelas no espaço urbano, pontos de água partilhados e regras de uso coletivo que fortalecem a organização e as relações de vizinhança, segundo Miguel Brito.
  • Os comentários de participantes evidenciam impactos nas comunidades: José Maria Vaz afirma que mudou o conhecimento entre vizinhos; Zélia Correia destaca o acompanhamento do ciclo produtivo, e Theodora Sarioglou sublinha o valor do intercâmbio e da ajuda mútua.
  • Além das hortas, Cascais também desenvolve iniciativas como a plataforma Vida Cascais, dedicada à saúde, ação social e inclusão, contribuindo para o reconhecimento como Capital Europeia da Democracia, que sucede Barcelona e Viena.

Cascais vai ser a Capital Europeia da Democracia em 2026, numa estratégia de incentivar o envolvimento cívico. A distinção resulta de uma iniciativa europeia criada em 2023, que reconhece cidades com práticas relevantes de participação pública. O processo contou com especialistas e com mais de 4500 cidadãos de 47 países.

A escolha coloca Cascais em evidência no debate sobre o funcionamento das democracias locais. Entre os projetos considerados, destaca-se Terras de Cascais, rede de hortas e vinhas comunitárias em vários bairros, integrada no espaço urbano com uso partilhado de terrenos. O objetivo é promover participação social através da prática agrícola urbana.

Terras de Cascais: participação em prática

O modelo assenta em parcelas de terreno com água partilhada e regras de uso comum, fortalecendo a organização entre utilizadores e as relações de vizinhança. Os participantes destacam os impactos sociais, incluindo o convívio entre vizinhos e o acompanhamento do ciclo produtivo das vinhas.

Entre os membros da iniciativa, destaca-se o testemunho de quem participa na prática diária. Alguns moradores afirmam conhecer melhor os vizinhos desde o envolvimento no projeto, enquanto outros realçam o interesse em acompanhar as várias fases de cultivo. A cooperação entre todos é descrita como essencial para o funcionamento das hortas.

Além das hortas, Cascais investe noutras áreas como saúde, ambiente e cidadania. A plataforma Vida Cascais, criada pela Câmara Municipal, facilita o acesso a serviços e informação para a população e representa parte do conjunto de iniciativas reconhecidas de forma internacional.

Contexto e perspetivas

O programa Capital Europeia da Democracia prevê, ao longo de 2026, a organização de debates, encontros e eventos para envolver a população em temas atualizados. O objetivo é mostrar ideias práticas capazes de reforçar a participação cívica e a qualidade das democracias.

Para o eurodeputado Sebastião Bugalho, a distinção é uma oportunidade de trazer debates europeus para o território nacional, conectando as discussões da Europa com a realidade local. O líder da Câmara Municipal, Nuno Piteira Lopes, reforça que a participação ativa dos cidadãos é essencial para uma democracia robusta, com atuação numa esfera autárquica.

Estatísticas de 2025 apontam Portugal com elevadas percentagens de indivíduos com ensino básico ou inferior entre a população ativa, contrastando com níveis de escolaridade mais elevados entre os mais jovens. A comparação europeia mostra diferenças por país, com várias nações a apresentarem baixos níveis de ensino secundário entre adultos.

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