- Inês de Medeiros avisou o Governo de que a opção entre apoiar a extrema-direita ou identificar-se com os socialistas será julgada pelos portugueses.
- A presidente da Câmara de Almada, que lidera a lista da direção à Comissão Nacional do PS, defendeu que o partido deve orgulhar-se de ser político e socialista.
- Durante o 25.º Congresso Nacional do PS, em Viseu, destacou a prioridade de enfrentar a desconfiança dos jovens em relação à política e aos políticos.
- Criticou o Governo por suposta incoerência entre fins e meios, dizendo que é inadmissível justificar os meios para alcançar objetivos ocultos.
- Enfatizou a necessidade do PS liderar a luta pela regionalização e manter o partido fiel aos seus valores democráticos, direitos humanos e contributos sociais.
Inês de Medeiros avisou este sábado o Governo de que a opção entre apoiar o socialismo ou a extrema-direita pode ser avaliada pelos portugueses. A dirigente socialista falou no 25.º Congresso Nacional do PS, em Viseu, diante de militantes.
A presidente da Câmara de Almada lidera a lista de direção à Comissão Nacional do PS e frisou que a escolha entre coligar com a direita radical ou manter o alinhamento com o PS é uma decisão ideológica que ficará sujeita ao escrutínio dos cidadãos.
No discurso, a socialista destacou a importância de restabelecer a confiança dos jovens na política e nos políticos, sublinhando que se vivem tempos difíceis para a democracia em Portugal e no mundo, com receções a velhos valores.
Forças que promovem regimes autoritários e políticas de ódio, segundo a autarca, procuram normalizar um novo normal, com hegemonia de ideias de exclusão propagadas também nas redes sociais, contrariando o que defende o partido.
A dirigente reforçou que o PS representa a liberdade, a escola pública, o SNS e a integração europeia, associando-se ainda aos direitos de mulheres e pessoas LGBTQI+. Este é um momento de orgulho para quem se assume como socialista.
Sobre o Governo, Inês de Medeiros disse que não é indiferente o alinhamento com a extrema-direita ou com o PS, ressaltando que a escolha terá impacto público e será julgada pela sociedade. A fala ocorreu no Congresso, em Viseu.
Ela insistiu na necessidade de questionar o propósito da política, em tom crítico relativamente a práticas que, segundo defesa, comprometem a ética pública. A autarca advertiu que o país enfrenta riscos democráticos se os meios forem usados para justificar fins.
No debate sobre regionalização, Inês de Medeiros seguiu a linha da colega de Matosinhos, Luísa Salgueiro, defendendo que o PS deve liderar esse processo, com foco na gestão e coordenação regional.
Contexto político
O partido busca clarificar posicionamentos perante o eleitorado, em meio a tensões sobre alianças e políticas públicas. A discussão ocorre num momento de instabilidade regional e europeia, com impacto na aprovação setorial.
Perspetivas internas
Dentro do PS, há resistência a colaborações que possam fragilizar a imagem pública do partido. A ala moderada defende projetos de transformação social sem reconhecer compromissos com forças extremas.
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