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Carlos César vê como disparate falar da coligação do PS ao Governo

Carlos César considera "um disparate" a colagem do PS ao Governo, defendendo uma oposição construtiva no arranque do 25.º Congresso em Viseu

Carlos César, presidente do PS
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  • Carlos César, presidente do PS, qualificou de “disparate” a ideia de colar o partido ao Governo, à entrada do 25.º Congresso do PS, em Viseu.
  • Afirmou que o PS deve trabalhar pelo bom governo de Portugal, mantendo isso como aposta, sem envergonhar-se de propor medidas, independentemente de o Governo ser do PSD ou de outro partido.
  • Sobre Aníbal Cavaco Silva, o socialista disse que o ex-presidente é frontalmente contra a política de alianças do atual Governo, a propósito de um texto no semanário Expresso.
  • Cavaco Silva escreveu o artigo “O dinheiro não cai do céu”, no qual pede a Luís Montenegro “forte determinação e coragem política” para reformas e alerta para o Chega.
  • O 25.º Congresso Nacional arrancou em Viseu com o discurso de José Luís Carneiro, que assume a liderança do PS em lista única, com 97,1% dos votos, e decorre até domingo.

O presidente do PS, Carlos César, considerou a notícia de uma possível colagem do partido ao Governo um disparate, ao ser questionado sobre críticas internas durante a entrada para o 25º Congresso do PS, em Viseu. O debate surgiu na sessão de abertura do encontro.

César afirmou que a prioridade é trabalhar para um bom governo de Portugal, mantendo sempre a aposta numa atuação constante e pró-ativo, sem relegar a ideia de que o Governo seja de outros partidos. A ideia central é ser parceiro dos portugueses de forma construtiva, independentemente da colagem governamental.

O antigo chefe do Governo Regional dos Açores destacou que quem vê problemas nessa colaboração assume uma postura de vergonha perante os benefícios de propostas do PS, defendendo que o partido tem de atuar de forma responsável no leque político nacional. A perspetiva é de oposição construtiva.

Questionado sobre um artigo de Aníbal Cavaco Silva publicado no semanário Expresso, o líder socialista destacou que o texto critica a política de alianças do Governo atual, notando a divergência entre Cavaco Silva e Luís Montenegro. César frisou que Cavaco Silva não indica caminhos ao PS, mantendo a linha de foco nas reformas.

O artigo de Cavaco Silva, intitulado O dinheiro não cai do céu, apela a uma forte determinação e coragem política para promover reformas que expliquem o crescimento económico, ao mesmo tempo que alerta para a perceção de que o Chega não é confiável. Não há menção a desfechos ou consequências políticas.

O 25º Congresso Nacional do PS arrancou hoje em Viseu com o discurso de José Luís Carneiro, secretário-geral reeleito, que marcou o início dos trabalhos. Carneiro foi confirmado no cargo numa eleição interna realizada por lista única, com 97,1% dos votos.

Até domingo, Viseu acolhe o Congresso de consagração de Carneiro como líder do PS, num evento que reforça a orientação interna do partido para os próximos ciclos políticos e para o posicionamento estratégico de oposição construtiva no Parlamento.

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