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França despede-se de Lionel Jospin, ex-primeiro-ministro que lutou pela justiça

Macron lidera homenagem nacional a Lionel Jospin, cuja governação modernizou a França com reformas sociais e económicas, deixando o legado da esquerda em foco

O presidente francês Emmanuel Macron discursa durante a cerimónia de homenagem nacional ao falecido primeiro-ministro francês Lionel Jospin em Paris, 26 de março de 2026
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  • França despediu-se de Lionel Jospin, antigo primeiro-ministro, com o presidente Emmanuel Macron a liderar uma homenagem nacional em Paris.
  • Jospin, que governou entre 1997 e 2002, ficou conhecido pela redução da semana de trabalho para quarenta horas (35 horas na prática) e pela expansão da proteção social, incluindo uniões civis para casais homossexuais.
  • O funeral ocorreu no monumento Les Invalides, com a presença de mais altas figuras políticas e da viúva, Sylviane Agacinsky; o caixão foi transportado pela Guarda Republicana ao som de tambor.
  • Macron destacou que Jospin “lutou pela justiça e pela liberdade” e que ajudou a França a avançar para o novo século; a banda de guarda executou “Les Feuilles Mortes”.
  • Jospin ficará sepultado no cemitério de Montparnasse, em Paris, num funeral aberto ao público.

A França despediu-se do antigo primeiro-ministro Lionel Jospin, numa homenagem nacional liderada pelo presidente Emmanuel Macron. A cerimónia decorreu em Paris, no monumento Les Invalides, onde também repousa Napoleão Bonaparte. Jospin morreu aos 88 anos, no fim de semana anterior à cerimónia.

Durante o ato, o caixão foi transportado pela Guarda Republicana e coberto pela bandeira francesa, ao som de um tambor. Macron proferiu um discurso fúnebre em que destacou que Jospin “lutou pela justiça e pela liberdade” e que ajudou a conduzir a França para o novo século. A viúva, a filósofa Sylviane Agacinsky, esteve presente, assim como o primeiro-ministro Sébastien Lecornu e outros dirigentes.

Jospin, que liderou um governo de esquerda entre 1997 e 2002, é lembrado pela introdução da semana de trabalho de 35 horas, pela expansão da proteção social e pela criação das uniões civis para casais do mesmo sexo. O funeral aberto ao público ocorrerá no cemitério de Montparnasse, em Paris.

O legado de Jospin

Jospin chefiou uma coligação entre socialista, verdes e comunistas, em parceria com o presidente de centro-direita Jacques Chirac. O período ficou marcado pela redução do desemprego, reativação do crescimento económico e reformas sociais. A polémica marcou também o esforço para preparar o terreno para o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovado mais de uma década depois.

Contornos políticos na atualidade

Jospin concorreu à Presidência em 2002, mas ficou fora da segunda volta, perante Chirac e Le Pen. A sua morte reacendeu o debate sobre a influência da ala esquerdista na política francesa, num momento em que o país se prepara para escolher o futuro presidente, já com Macron impedido de se recandidatar. A imprensa destacou ainda a necessidade de preservar as lições da era Jospin frente aos desafios da esquerda.

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