- França despediu-se de Lionel Jospin, antigo primeiro-ministro, com o presidente Emmanuel Macron a liderar uma homenagem nacional em Paris.
- Jospin, que governou entre 1997 e 2002, ficou conhecido pela redução da semana de trabalho para quarenta horas (35 horas na prática) e pela expansão da proteção social, incluindo uniões civis para casais homossexuais.
- O funeral ocorreu no monumento Les Invalides, com a presença de mais altas figuras políticas e da viúva, Sylviane Agacinsky; o caixão foi transportado pela Guarda Republicana ao som de tambor.
- Macron destacou que Jospin “lutou pela justiça e pela liberdade” e que ajudou a França a avançar para o novo século; a banda de guarda executou “Les Feuilles Mortes”.
- Jospin ficará sepultado no cemitério de Montparnasse, em Paris, num funeral aberto ao público.
A França despediu-se do antigo primeiro-ministro Lionel Jospin, numa homenagem nacional liderada pelo presidente Emmanuel Macron. A cerimónia decorreu em Paris, no monumento Les Invalides, onde também repousa Napoleão Bonaparte. Jospin morreu aos 88 anos, no fim de semana anterior à cerimónia.
Durante o ato, o caixão foi transportado pela Guarda Republicana e coberto pela bandeira francesa, ao som de um tambor. Macron proferiu um discurso fúnebre em que destacou que Jospin “lutou pela justiça e pela liberdade” e que ajudou a conduzir a França para o novo século. A viúva, a filósofa Sylviane Agacinsky, esteve presente, assim como o primeiro-ministro Sébastien Lecornu e outros dirigentes.
Jospin, que liderou um governo de esquerda entre 1997 e 2002, é lembrado pela introdução da semana de trabalho de 35 horas, pela expansão da proteção social e pela criação das uniões civis para casais do mesmo sexo. O funeral aberto ao público ocorrerá no cemitério de Montparnasse, em Paris.
O legado de Jospin
Jospin chefiou uma coligação entre socialista, verdes e comunistas, em parceria com o presidente de centro-direita Jacques Chirac. O período ficou marcado pela redução do desemprego, reativação do crescimento económico e reformas sociais. A polémica marcou também o esforço para preparar o terreno para o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovado mais de uma década depois.
Contornos políticos na atualidade
Jospin concorreu à Presidência em 2002, mas ficou fora da segunda volta, perante Chirac e Le Pen. A sua morte reacendeu o debate sobre a influência da ala esquerdista na política francesa, num momento em que o país se prepara para escolher o futuro presidente, já com Macron impedido de se recandidatar. A imprensa destacou ainda a necessidade de preservar as lições da era Jospin frente aos desafios da esquerda.
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