- A Câmara Municipal de Sintra aprovou o alargamento do estacionamento tarifado às praias Grande e das Maçãs e criou zonas de duração limitada em várias freguesias, com implementação entre junho e setembro.
- A Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES) ficará responsável por gerir subzonas e bolseas, com o objetivo de regular o estacionamento em áreas urbanas de maior pressão turística e balnear; os tarifários também vão aumentar a partir de abril, com valores até 14 euros diários na vila.
- As propostas foram aprovadas pela maioria do executivo, composto por PSD, Iniciativa Liberal e Chega, enquanto o PS votou contra; o PÚBLICO pediu esclarecimentos à autarquia, que assegura haver “novidades positivas para os sintrenses” nesta área.
- Existem duas petições públicas a contestar as medidas: uma contra o estacionamento pago nas praias e outra contra parquímetros em zonas suburbanas residenciais.
- O vereador do PS critica a identificação de freguesias inteiras como zonas de estacionamento de duração limitada e acusa falta de auscultação, alegando que os presidentes de junta não foram ouvidos.
O município de Sintra aprovou a expansão do estacionamento tarifado às praias e a criação de zonas de duração limitada em várias freguesias. A medida, que inclui o pagamento de tarifas em espaços de estacionamento entre junho e setembro nas praias Grande e Praia das Maçãs, gerou contestação entre a oposição e moradores.
A autarquia justifica a regulação pelo aumento estrutural do estacionamento nas zonas urbanas com pressão turística e balnear. A EMES, empresa municipal, ficará responsável por orientar a seleção e ativação de subzonas com critérios técnicos e administrativos. Além disso, foram aprovados aumentos de tarifas a entrar em vigor a partir de abril, com valores diferentes conforme a área.
Reações e contestações
A oposição, liderada pelo PS, votou contra a proposta, enquanto o PSD, a Iniciativa Liberal e o Chega apoiaram a medida. Os representantes do PS criticam a identificação de freguesias inteiras como zonas de duração limitada e apontam a falta de auscultação com presidentes de juntas.
Duas petições públicas contestam as alterações. Uma, criada por João Figueiredo, defende a suspensão imediata do estacionamento pago nas praias, alegando receio de restrição ao acesso à costa. A outra, assinada por Matilde Gaspar, preocupa-se com a aplicação de parquímetros em zonas suburbanas residenciais, defendendo que a medida penaliza residentes e não resolve problemas estruturais.
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