- A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não autorizou o projeto radiofónico do grupo Bauer e do Benfica, por não reunir os pressupostos legais necessários.
- Em 25 de março de 2026, o Conselho Regulador indeferiu o requerimento de BMHAUDIO Portugal Holdings para alterar quatro serviços da Batida FM de temática musical para desportiva informativa.
- A ERC decidiu não associar esses serviços à Golo FM (Bombarral) nem reconhecer a identificação comum em antena “Benfica FM”, mantendo a modificação sem aprovação.
- O regulador aponta que a mudança não aumenta a diversidade da oferta nas áreas de Amadora, Moita, Cantanhede e Maia, principalmente pela substituição de tipologia sem ganho de pluralidade de conteúdos.
- Sustenta dúvidas sobre a independência editorial, devido à participação relevante do Sport Lisboa e Benfica na conceção dos conteúdos, avaliando que isso pode comprometer o pluralismo e a autonomia editorial.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não autorizou o projeto radiofónico desenvolvido pelo grupo Bauer em parceria com o Benfica. A decisão foi comunicada pela ERC na quinta-feira, 25 de março de 2026, e envolve a modificação de projeto de serviços de programas já existentes.
A proposta incidia sobre Batida FM, Batida FM Moita, Batida FM Maia e Batida FM Cantanhede, que passariam de uma tipologia temática musical para uma de caráter desportivo informativo. O regulador afirmou não reconhecer os pressupostos legais para a aprovação.
Decisão da ERC
A ERC decidiu não apreciar a associação destes serviços à Golo FM (Bombarral), ligada ao operador Benfica FM, Unipessoal, Lda., mantendo a identificação comum em antena como Benfica FM. O parecer indica que a modificação não reforça a diversidade da oferta radiofónica nas áreas de Amadora, Moita, Cantanhede e Maia.
Segundo o regulador, a alteração representaria apenas a troca de tipologia sem aumentos de pluralidade de conteúdos disponíveis aos ouvintes locais, com potencial de reduzir o leque de audiências. Persiste ainda dúvidas sobre a independência editorial devido à participação relevante do clube na conceção dos conteúdos.
Perspectiva de pluralismo e independência
O regulador sustenta que o modelo proposto pode comprometer a autonomia editorial, em violação do regime aplicável aos operadores de rádio. A ERC aponta que o projeto não garante suficientemente o pluralismo, dada a forte associação a um universo desportivo específico.
Apesar de existir uma componente informativa local, a ERC entende que não evita riscos relacionados com diversidade, pluralismo e independência editorial. O objetivo é assegurar que o espectro de radiodifusão sirva o interesse público e promova a pluralidade.
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