- O vereador do Chega na Câmara de Santarém, Pedro Correia, rejeitou críticas de afastamento, falta de empenho e alinhamento com o executivo municipal, partilhadas por 11 autarcas do partido num manifesto.
- Os autarcas pedem intervenção da direção nacional para resolver o que qualificam como um “grave problema interno” que compromete a imagem do Chega no concelho.
- O documento sustenta que Correia participou pouco na campanha autárquica de 2025 e que o seu envolvimento afetou o desempenho eleitoral, prejudicando a eleição de um segundo vereador.
- Correia afirma que o manifesto viola mecanismos internos do partido e que esteve presente em Santarém quase todos os fins de semana, desmentindo a ideia de ausência durante a campanha.
- O vereador diz ter seguido as orientações nacionais do Chega na delegação de competências e realça ter votado contra o orçamento municipal de 2024, contrariamente a alegações de alinhamento com o PSD; acusações de coação entre assinantes também são mencionadas.
O vereador do Chega na Câmara de Santarém rejeitou acusações de afastamento, falta de empenho e alinhamento com o executivo municipal, após um manifesto assinado por 11 autarcas do partido. O documento pede intervenção da direção nacional para solucionar o que classificam como um grave problema interno.
O texto acusa Pedro Correia de ter estado ausente durante a campanha autárquica, com pouca participação pública e de se ter distanciado dos colegas de grupo. Os subscritores lembram desentendimentos com a União de Freguesias da Cidade de Santarém e apontam que a posição do vereador afetou a campanha de 2025.
Pedro Correia afirma que o manifesto viola mecanismos internos do Chega e visa denegrir a sua imagem. O autarca garante ter estado presente em Santarém quase todos os fins de semana durante a campanha, participando em eventos e debates, e ressalta a necessidade de cumprir decisões nacionais do Chega.
Alegações e defesa do vereador
Segundo o documento, Correia teria mantido uma atuação pouco integrada com o grupo de trabalho e com os eleitos locais, o que teria prejudicado a estratégia eleitoral e a eleição de um segundo vereador. O texto também sustenta uma abstenção do vereador em matéria de delegação de competências.
Correia sustenta ter seguido exclusivamente as orientações da Comissão Autárquica Nacional. O vereador recorda que, nas eleições de 2024, foi o único a votar contra o orçamento municipal, ao passo que outros partidos optaram pela abstenção.
Os autarcas subscritores afirmam que a situação prejudica a credibilidade do Chega junto dos eleitores, especialmente daqueles que apoiaram o partido contra o PSD. Pedem, assim, que a direção nacional intervenha para evitar danos à imagem do Chega no concelho.
Reações e próximos passos
Correia sustenta que continua disponível para trabalhar com quem partilha de uma política séria para Santarém. O vereador também afirma ter participado em diversas iniciativas oficiais com outros eleitos do Chega.
A notícia não adianta, no momento, prorrogar decisões sobre o alinhamento interno do Chega em Santarém. A direção nacional ainda não divulgou uma resposta pública ao manifesto.
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