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OTAN confirma gasto recorde com defesa e EUA reduzem presença na Europa

Líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) aprovam despesa de defesa recorde na Europa e Canadá, enquanto os Estados Unidos reduzem presença na região

Homem passa junto a uma faixa nas vésperas da cimeira da NATO em Ancara, Turquia
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  • Em Ancara, na cimeira da NATO, espera-se anúncios de despesas recordes em defesa por parte da Europa e do Canadá, incluindo contratos de mais de mil milhões de dólares para mísseis Patriot destinados à Polónia e 1,15 mil milhões de dólares para munições de artilharia guiadas.
  • O conjunto de investimentos inclui 139 mil milhões de dólares de despesa adicional essencial em defesa no último ano, um aumento de 20%.
  • O tema central é manter a unidade perante a pressão de Washington, com o العبancio de uma possível “NATO 3.0” e a redução da presença militar dos EUA na Europa, sob a justificação de revisão do dispositivo na região.
  • Os aliados estão a tentar responder à evolução da guerra Rússia-Ucrânia e à melhoria de drones e tecnologia antidrones ucraniana, para reduzir dependência de sistemas caros.
  • A cimeira é marcada pela tentativa de manter o apoio de Donald Trump, com o programa reduzido a dois dias e a possibilidade de alterações à declaração final, que inclui referência ao compromisso com o Artigo quinto.

A NATO confirmou que o reforço de defesa está a chegar a níveis recorde, num contexto de tensão com os EUA. Em Ancara, durante a cimeira marcada para esta semana, os parceiros europeus e do Canadá deverão anunciar gastos históricos, como resposta à evolução da segurança na região.

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, descreve a cimeira como decisiva para a “europeização” da aliança, com foco em transformar despesa em capacidades operacionais modernas. O objetivo é aumentar a prontidão e a interoperabilidade entre os aliados.

Apesar da afirmação de unidade, persiste o receio de um afastamento dos EUA da segurança europeia. Diplomatas indicam que a cimeira poderá moldar-se sobre meses de turbulência e de tensões com Washington, que questiona o formato atual de comparticipação na defesa.

Trump tem criticado o que designa como abandono europeo na guerra contra o Irão. Em consequência, Espanha e Itália limitaram o acesso a bases norte-americanas, enquanto a Alemanha e o Reino Unido concederam alguns direitos de uso de instalações. O debate continua no ar.

A cimeira aborda também a evolução da guerra na Ucrânia, com avanços ucranianos em operações de longo alcance e inovação tecnológica, incluindo drones e sistemas antidrones. A NATO pretende alinhar estratégias com as mudanças no campo de batalha.

Os EUA já anunciaram reduções de forças na Europa e cortes de capacidades disponíveis à aliança, o que intensifica a pressão para que a Europa aumente o investimento em defesa. Este tema atravessa o fórum com contratos significativos previstos.

Entre os acordos esperados estão contratos para 200 mísseis Patriot, destinados à Polónia, num montante de mais de mil milhões de dólares, e uma tranche de munições de artilharia de precisão, avaliada em 1,15 mil milhões de dólares. Outros acordos totalizam mais de 12,8 mil milhões de dólares.

A meta europeia divulgada aponta para 139 mil milhões de dólares de despesa adicional em defesa pelo continente e Canadá apenas no último ano, representando um aumento de 20%. A cimeira também deverá enfatizar o impulso da “NATO 3.0”.

Para especialistas, o desafio não é apenas o volume de dinheiro, mas a capacidade de transformar o investimento em produção a tempo. Críticos alertam para a necessidade de acelerar cadeias de fornecimento e reduzir custos por sistemas de defesa de alto custo.

O debate sobre custos e tecnologia é acompanhado por avaliações de custo-eficiência apresentadas por ex-líderes e analistas, que defendem soluções de alto desempenho a preços mais sustentáveis. A cimeira promete uma agenda centrada em inovação e resposta rápida.

A declaração final prevista para a cimeira inclui o compromisso com a defesa mútua do Artigo 5.º, reconhecido como pilar da aliança. No entanto, o texto continua sujeito a alterações até à aprovação formal pelos 32 aliados presentes.

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