- Cerca de 20 000 pessoas marcharam em Erfurt, Alemanha, contra a convenção anual do partido AfD.
- A polícia da Turíngia considerou o protesto legítimo, mas informou ataques com bombas de tinta e foguetes a uma sede da AfD e a agentes.
- A convenção arrancou conforme o previsto, segundo a autoridade policial.
- A AfD reconduziu Alice Weidel e Tino Chrupalla como copresidentes, com 81,3% e 70,05% dos votos, respetivamente, sem adversários.
- Sondagens recentes indicam apoio à AfD de até 29%, contra 22% para a CDU/CSU, com foco em imigração e no apoio a Ucrânia.
Cerca de 20 000 pessoas marcharam neste sábado em Erfurt, Alemanha, para protestar contra a convenção anual do partido de extrema-direita AfD. A manifestação decorreu em clima de tensão, com bloqueios de estradas e linhas de elétrico na área circundante.
A polícia da Turíngia considerou o protesto legítimo, mas informou que uma sede distrital da AfD e agentes policiais foram atingidos com bombas de tinta e foguetes. A intervenção policial esteve presente para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos.
Noa Sander, porta-voz do grupo antifascista Widersetzen, afirmou que a manifestação visa uma sociedade baseada na solidariedade, com direitos iguais, segurança e proteção social para todos. O grupo participou na mobilização em Erfurt.
Contexto e objetivos
A AfD realizou a convenção com o objetivo de reconduzir Alice Weidel e Tino Chrupalla como copresidentes do partido, antes de eleições regionais na Saxónia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. A liderança é vista como base para um desempenho nacional mais amplo.
Chrupalla, reeleito com 70,05% dos votos, tem 51 anos; Weidel, com 47 anos, atingiu 81,3%. Nenhum dos dois teve adversários na votação interna. O anúncio ocorreu durante a cobertura da convenção em Erfurt.
A AfD é criticada por defender controlo rígido da imigração e ser eurosceptica. O partido tem sido crítico do apoio alemão à Ucrânia na guerra contra a Rússia. A leitura pública aponta uma ascensão de apoio nas sondagens.
Sondagens e projeções
Nos últimos meses, a AfD tem mostrado tendência de crescimento nos cenários nacionais. Pesquisas recentes indicam apoio de até 29% para a formação, frente a 22% para o grupo CDU/CSU do chanceler Merz. Esses números alimentam atenções políticas no país.
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