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Teerão e Washington concordam em suspender ataques e reunir-se no Catar

Teerão e Washington concordam em suspender ataques temporariamente e reunir-se no Catar para negociar a passagem segura no estreito de Ormuz

Apesar do acordo assinado a 17 de junho, os dois países trocaram ataques nos últimos dias
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  • Teerão e Washington concordaram em suspender temporariamente ataques e vão reunir-se no Catar na terça-feira para tentar resolver as divergências em torno do estreito de Ormuz.
  • O acordo, assinado a 17 de junho, prevê a suspensão das ações militares por enquanto e permite que navios circulem livremente no estreito durante as negociações.
  • Apesar do acordo, os dois países mantêm acusações mútuas sobre violações do cessar-fogo e têm mantido confrontos recentes no âmbito da gestão de Ormuz.
  • Segundo o acordo, o Irão compromete-se a permitir a passagem segura de navios comerciais pelo estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos aceitam levantar o bloqueio aos portos iranianos.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse que Teerão tem controlo absoluto sobre o estreito nos próximos 30 dias de negociações e pediu que os EUA pressionem Israel a retirar-se do Líbano, num contexto de novos confrontos com os EUA.

Teerão e Washington concordaram em suspender temporariamente ataques e planeiam reunir-se no Catar na terça-feira para discutir o estreito de Ormuz, segundo informações do Axios.

Apesar do acordo assinado a 17 de junho, recentemente houve intercâmbio de acusações entre as partes sobre o cumprimento do cessar-fogo, com o controlo de Ormuz a ficar no centro das tensões.

Um responsável norte-americano afirmou ao Axios que as duas partes decidiram parar todas as atividades militares, e que os navios podiam circular livremente no estreito enquanto prosseguem as negociações.

Outra fonte confirmou a encontro no Catar para a terça-feira entre representantes iranianos e norte-americanos; a CNN divulgou declarações semelhantes, sem reação imediata da Casa Branca.

De acordo com o entendimento, o Irão compromete-se a assegurar a passagem segura de navios comerciais no estreito, enquanto os EUA aceitam levantar o bloqueio aos portos iranianos.

Na noite de sábado, o presidente dos EUA voltou a ameaçar, dizendo que o Irão “deixaria de existir” se a guerra fosse retomada.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, declarou no domingo que Teerão tem controlo absoluto sobre Ormuz durante os próximos 30 dias de negociações e pediu que os EUA pressionem Israel a retirar-se do Líbano.

Araghchi comentou estas declarações num contexto de novo embate com os EUA e após o acordo entre Líbano e Israel ter sido rejeitado pelo Hezbollah, aliado do Irão.

Desdobramentos em curso

O acordo entre Líbano e Israel, assinado na sexta-feira, não resolve fisicamente a retirada do Hezbollah, que rejeita a verificação de desarmamento e vê a retirada como manobra para deixar o país indefeso.

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