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Putin acusa OTAN de preparar guerra contra a Rússia

Putin acusa a Aliança Atlântica de se preparar para guerra contra a Rússia e de justificar o aumento de gastos militares

O presidente russo Vladimir Putin
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  • Putin afirmou que a NATO se está a preparar para uma guerra contra a Rússia e a aumentar os orçamentos militares, segundo a agência TASS.
  • Disse que a NATO passou de apoiar a Ucrânia a preparar publicamente um confronto com a Rússia.
  • Acusou o Ocidente de criar ameaças para justificar políticas de defesa e ações agressivas.
  • Afirmou a coragem e eficácia das forças russas na Ucrânia, afirmando que estão a libertar territórios históricos e a controlar Konstantinovka, em Donetsk.
  • O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo alertou para o aumento do risco de confronto direto com a NATO, com referências à possibilidade de envolvimento da Bielorrússia no conflito.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a NATO se prepara para um eventual conflito com a Rússia, alegando que os aliados utilizam a ameaça russa para justificar o aumento dos gastos militares. O discurso foi dirigido a graduados militares e citado pela agência TASS.

Putin disse que a NATO já não apenas apoia a Ucrânia, mas está a preparar-se publicamente para uma guerra contra a Rússia e a elevar o orçamento militar ofensivo. Acusou o Ocidente de criar ameaças para justificar políticas de defesa e ações agressivas contra a Rússia.

O líder russo afirmou que as ações ocidentais seguem um padrão: criam ameaças, obrigam a autodefesa russa e, depois, denunciam a Rússia para justificar investidas. Sobre a Ucrânia, destacou a “coragem” das forças russas e a ideia de libertar territórios históricos no leste ucraniano.

Rumo a um confronto direto?

Putin alegou que as tropas russas já controlam quase por completo Konstantinovka, na região de Donetsk, um foco de combate no leste da Ucrânia, e reiterou que a Rússia continuará a avançar onde for preciso. Afirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não demonstra interesse em uma solução pacífica.

Ontem, o vice‑ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Alexander Grushko, alertou para um aumento do risco de confronto direto com a NATO. Alega que o Ocidente pretende manter a paz na Ucrânia fora de prazo, até 2030, contrariando eventuais acordos.

Segundo a imprensa, vários responsáveis russos têm acusado países europeus de acelerar preparativos militares para um choque com Moscovo até ao final da década. Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, também falou de prontidão europeia para um possível confronto até 2030.

Belarussos no contexto

A Rússia também afirmou que a Ucrânia pretende envolvimento da Bielorrússia no conflito e assegurou que tomará todas as medidas para garantir a segurança de Minsk. Lavrov sublinhou que existe um novo acordo de segurança entre Moscou e Minsk desde março de 2025.

Relatos recentes indicam tensões entre Kiev e Minsk, com o Exílio Bielorrusso a divulgar um documento que alerta para supostos planos de Minsk de ficar ao lado da Rússia. O Kyiv Independent descreveu um texto de 30 páginas com recomendações sobre mobilização e cooperação com o Ocidente.

Zelensky deu a Minsk um prazo de uma semana para retirar torres de retransmissão fronteiriças, sob o risco de ataques. Putin e Lukashenko devem reunir-se brevemente para discutir a situação, segundo a TASS.

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