- A radiotelevisão pública da República Checa iniciou uma greve de 24 horas contra a reforma do Governo de Andrej Babis, que prevê a eliminação das taxas pagas pelos cidadãos e cortes no orçamento.
- A reforma, que será discutida no parlamento, prevê que as entidades passem a depender dos orçamentos gerais, em vez de financiamento via taxas.
- A medida inclui uma redução de 14% no orçamento da radiotelevisão pública, a vigorar a partir de 1 de janeiro de 2027.
- O corte de receitas de 58 milhões de euros pode levar à saída de entre 450 e 700 trabalhadores, num total de 4.250 colaboradores.
- Na madrugada de hoje houve minuto de silêncio antes dos noticiários, atrasos em vários programas e apresentadores vestidos de preto; houve também lembranças contínuas sobre os motivos da greve.
- Na véspera realizou-se uma marcha de protesto, organizada pela ONG “Um milhão de momentos para a democracia”, com milhares de participantes, que vê na alteração de financiamento uma forma de controlo governamental.
A radiotelevisão pública da República Checa iniciou uma greve de 24 horas contra a reforma do sistema promovida pelo Governo liderado por Andrej Babiš. A paralisação decorre desde a madrugada de hoje, com os serviços de emergência garantidos, mas com atrasos programados nos noticiários.
O Governo aprovou, há uma semana, uma reforma que será debatida no Parlamento. A medida prevê a abolição das taxas pagas pelos cidadãos para financiar as entidades e o seu financiamento passar a depender dos orçamentos gerais. Além disso, está prevista uma redução de 14% no orçamento da radiotelevisão pública a partir de 1 de janeiro de 2027.
As direcções dos meios de comunicação alertaram para cortes de pessoal resultantes da diminuição de receitas, estimada em 58 milhões de euros. Refere-se a uma possível ogressão de 450 a 700 trabalhadores, num quadro total de cerca de 4.250 especialistas.
Durante a madrugada, muitos programas arrancaram com atraso e um minuto de silêncio antes de várias transmissões. Os apresentadores surgem com roupas escuras para enfatizar o protesto e os espectadores são informados sobre os motivos da greve.
Na véspera, uma marcha reuniu vários milhares de participantes, organizada pela ONG Um milhão de momentos para a democracia. A organização questiona a alteração do financiamento como uma possível forma de controlo pelo governo.
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