- Zelenskyy pediu aos líderes da União Europeia para abrir todos os capítulos de adesão nas próximas semanas e avançar com a candidatura acelerada da Ucrânia.
- afirmou que a Ucrânia merece a adesão plena porque pagou o preço mais alto pela liberdade, independência e pela integração europeia.
- destacou a experiência militar do país, dizendo que as forças armadas ucranianas são fortes e que a UE pode beneficiar com essa defesa; a Ucrânia é apresentada como o segundo exército mais forte da NATO.
- defendeu um programa europeu de mísseis balísticos, dizendo que é uma iniciativa ucraniana que não será abandonada, e que a Europa vai desenvolver capacidades balísticas próprias.
- após as eleições húngaras, apontou uma nova oportunidade de reforçar relações com a UE; agradeceu apoio de Hungria, Polónia, Romênia e Eslováquia e reafirmou que Kiev não comprometeu a sua dignidade.
Volodymyr Zelenskyy pediu aos líderes da UE que avancem com a adesão da Ucrânia, defendendo a abertura de todos os capítulos de adesão nas próximas semanas e a aprovação de uma candidatura acelerada. A defesa foi feita durante uma cimeira em Bruxelas, com o presidente ucraniano a justificar que o país tem pago um preço elevado pela escolha europeia.
Zelenskyy reforçou que a Ucrânia merece a plena adesão à UE por ter pago mais do que qualquer outro país pela liberdade, independência e pertença europeia. Sublinhou também que outras nações devem ter o direito à independência da Rússia.
O presidente destacou a experiência militar ucraniana, afirmando que as capacidades de defesa são cruciais para o futuro da Europa e podem acelerar o caminho de Kiev para a adesão. Em áudio enviado a jornalistas, disse que os líderes reconheceram as forças armadas ucranianas como das mais fortes da Europa.
Estratégia de defesa e mísseis
Zelenskyy referiu ainda a intenção europeia de desenvolver capacidades balísticas próprias, destacando que o programa é uma iniciativa ucraniana que não será abandonada. Salientou que o assunto é uma prioridade urgente e que o esforço é conjunto com parceiros.
Em relação à NATO, afirmou que a Ucrânia é hoje o segundo exército da Aliança em termos de força, o que, na perspetiva dele, reforça a utilidade da participação de Kiev na organização. Afirmou que a Ucrânia contribui para a segurança europeia por meio da defesa.
Relações com a Hungria e aliados
Sobre o cenário regional, Zelenskyy mencionou uma aparente melhoria das relações com a UE após as eleições na Hungria, com a presença do novo primeiro-ministro Péter Magyar na reunião. Atribuiu esse avanço à nova oportunidade de cooperação entre a UE e a Ucrânia.
Zelenskyy agradeceu o apoio de vizinhos como Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia ao avanço das aspirações europeias de Kiev. Garantiu que a Ucrânia mantém o compromisso de respeito mútuo com os parceiros.
O presidente não teve reunião bilateral com Magyar durante a cimeira, embora tenha trocado algumas palavras com ele. Também encontrou-se com o primeiro-ministro eslovaco e com o ministro búlgaro, que pediu manutenção de relações sem sanções contra a Rússia.
Primavera de 2024 e posições sobre Putin
Num áudio divulgado após a cimeira, Zelenskyy afirmou que o líder russo não deseja a paz e que os parceiros de Kiev partilham essa perceção. Garantiu que permanece disponível para negociações, caso haja mudança de posição por parte de Moscou.
O chefe de Estado repetiu que a ofensiva russa visa desestabilizar o país e que a cooperação internacional é fundamental para conter a agressão. Concluiu que Putin pretende manter o Kremlin no poder e reformular a ordem regional sem a Ucrânia.
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