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Senegal detém 13 pessoas que planeavam embarcar ilegalmente para as Canárias

Senegal detém treze pessoas por planearem travessia irregular para as Canárias; dois integravam rede de organizadores, com pagamento de 500 mil francos centro-africanos por passageiro

Polícia Senegal xxx
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  • O Senegal deteve treze pessoas que planeavam embarcar ilegalmente para as Ilhas Canárias, perto da praia de Soumbédioune, em Dacar.
  • Dois dos detidos fariam parte de uma rede dedicada a facilitar estas travessias.
  • Cada pessoa afirmou ter pago 500 mil francos centro-africanos pela viagem, cerca de 762 euros.
  • Após interrogatórios, dois homens indicaram que o capitão da embarcação residiria no bairro de Medina.
  • As Ilhas Canárias são o destino principal desta rota do Atlântico, uma das mais perigosas; desde 2014 já se registaram cerca de 6.660 mortos ou desaparecidos, segundo a Organização Internacional para as Migrações.

Os serviços de segurança do Senegal detiveram 13 pessoas que planeavam embarcar ilegalmente para as Ilhas Canárias. Entre os detidos, duas participariam de uma rede dedicada a facilitar estas travessias, segundo um comunicado citado pela agência Efe. A detenção ocorreu junto à praia de Soumbédioune, em Dakar, quando aguardavam pela chegada do capitão, que não compareceu.

Os agentes encontraram os candidatos à migração irregular perto do cemitério de Soumbédioune, com as bagagens preparadas. Cada um teria pago 500 mil francos CFA pela viagem, conforme relato feito às autoridades durante os interrogatórios.

Desenvolvimento da operação e ligações

Dois homens identificados como membros da rede de organizadores revelaram que o capitão da embarcação residiria no bairro de Medina. O Senegal é um ponto de partida significativo para a rota atlântica rumo à Europa, uma travessia marcada por fortes correntes e elevada periculosidade.

Contexto e impacto

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) aponta que, desde 2014, cerca de 6 660 pessoas morreram ou desapareceram nesta rota, ficando atrás apenas do deserto do Saara, onde há registos de mais de 7 100 mortes. As autoridades reiteram a necessidade de acompanhar os riscos dessa travessia e de investir em vias de migração seguras.

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