- O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma revisão de seis meses às forças norte-americanas na Europa, conduzida pelo Pentágono, para ver quão rápido os europeus assumem a sua defesa.
- Hegseth criticou aliados da NATO por colocarem ideais liberais à frente das necessidades práticas de defesa, durante a reunião de ministros da Defesa em Bruxelas.
- A revisão visa garantir que a NATO avance rapidamente para uma Europa liderar a defesa, com avaliação sobre acesso a bases, estacionar de forças e direito de sobrevoo.
- O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que os aliados já sabiam dos planos dos EUA para retirar tropas e que devem cuidar da sua própria segurança.
- A visita de Hegseth ocorreu pouco antes de uma cimeira de líderes da NATO marcada para a Turquia no início do próximo mês, e enquanto Zelensky implorava por mais armas.
A revisão das forças dos EUA na Europa foi anunciada por Pete Hegseth, secretário de Defesa, numa semana de críticas aos aliados da NATO. A avaliação, com duração de seis meses, será conduzida pelo Pentágono e depende da rapidez com que os europeus assumirem a responsabilidade pela defesa.
Hegseth afirmou que o objetivo é levar a NATO a uma liderança europeia mais rápida e estável, com a defesa da região a depender cada vez mais do esforço aliado. A visita ocorreu na sede da NATO, em Bruxelas, durante encontros com ministros da Defesa.
Durante o encontro, o secretário criticou a prioridade dada à defesa por parte de alguns países, dizendo que a cooperação para bases, acesso e sobrevoos é essencial para ações. A reunião contou com chefes de defence da aliança.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, respondeu que os aliados já conhecem os planos de Washington para ajustes de presença militar e que devem cuidar da própria segurança. Merz comentou que é necessário fazer mais e está em curso esse esforço.
Hegseth também abordou políticas de migração e de igualdade de género na Europa, criticando a priorização de temas sociais em detrimento da defesa. As declarações repercutiram entre os aliados, gerando reacções diversas.
A visita de Hegseth à NATO foi a primeira deste ano, destacando-se pela tensão entre a administração de Washington e alguns parceiros europeus. O secretário deixou Bruxelas antes do encerramento do encontro, segundo relatos.
No aeroporto, Hegseth indicou que a revisão deverá esclarecer se os EUA dispõem de pleno acesso e direitos de sobrevoo, quando necessário. O tema deve voltar a regionalizar-se na cimeira de líderes na Turquia, no início do próximo mês.
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