- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse que um acordo com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente nunca esteve tão próximo, depois de Trump acusar Teerão de negociar de má-fé.
- Trump rejeitou a versão iraniana do esboço de acordo, dizendo que os termos não correspondem ao que foi acordado, classificando-os de mentira e pedindo aos iranianos para atuarem com mais seriedade.
- O texto divulgado pela imprensa iraniana sugeria que Teerão manteria o direito de enriquecer urânio e controlar o tráfego no estreito de Ormuz, posição que contrasta com a leitura apresentada pela Administração norte-americana.
- O primeiro-ministro do Paquistão afirmou que foi alcançado um texto final do acordo e que o Paquistão está a trabalhar para definir os próximos passos entre as partes.
- Um cessar-fogo entrou em vigor em abril, mas episódios de violência continuam e aumentam as preocupações de uma possível guerra total.
O Irão afirmou esta sexta-feira que um acordo com os EUA para pôr fim à guerra no Médio Oriente está mais próximo do que nunca. Trump, por sua vez, acusou Teerão de negociar de má-fé. A troca de declarações sucede a rumores sobre o que estaria na mesa.
Meios iranianos divulgaram um esboço com o Irão a exigir direito de enriquecer urânio e controlo do tráfego no estreito de Ormuz. Washington respondeu dizendo que Teerão não veria fundos devolvidos antes de cumprir compromissos.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, minimizou o choque entre versões, falando do Memorando de Islamabad como perto de ser finalizado. Norte-americanos repetem encontro de condições para o acordo final.
Trump alegou que os termos iranianos não correspondem ao que foi acordado por escrito, acusando Teerão de declarações falsas. Em resposta, o presidente do Paquistão mencionou um texto final acordado entre as partes.
Sharif afirmou, em X, que o Paquistão está a facilitar os próximos passos e que o texto final do acordo já foi alcançado. O Paquistão tem sido mediador entre EUA e Irão há meses.
Cessar-fogo que entrou em vigor em abril mantém-se, mas episódios de violência persistem. O Irão não confirma total abertura do estreito de Ormuz e exige autorização militar para atravessá-lo.
A agência iraniana IRNA reporta que, após o acordo inicial, haveria mais 60 dias de negociações sobre o programa nuclear e o direito de enriquecer seria sublinhado. Também se fala na gestão do tráfego marítimo.
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