- Milhares de albaneses foram às ruas, no décimo dia de protestos, em Tirana, para exigir a demissão do primeiro-ministro Edi Rama.
- Os manifestantes concentraram-se na praça Skënderbej e seguiram rumo ao parlamento, entoando “Rama para a prisão” e mencionando Sali Berisha.
- O movimento começou contra um projeto turístico relacionado com a família Kushner e evoluiu para uma campanha mais ampla contra políticas do governo, com cinco exigências centrais.
- As cinco exigências são: demissão do governo; revogação de legislações e de disposições para investidores estratégicos; retirada do Pacote da Montanha; inversão de alterações à Lei das Áreas Protegidas; revogação de alterações à Lei do Património Cultural.
- O governo sustenta que o empreendimento pode transformar o turismo do país; a Comissão Europeia pediu ação rápida para não comprometer a candidatura à UE, e os organizadores reiteraram a continuidade dos protestos.
Milhares de albaneses voltaram às ruas na noite de quarta-feira, no décimo dia de protestos em Tirana, para exigir a demissão do primeiro-ministro Edi Rama. A concentração ocorreu na Praça Skënderbej e seguiu em direção ao parlamento, com cânticos que dirigiam críticas ao governo e a Sali Berisha, ex-primeiro-ministro e líder do Partido Democrata.
O movimento começou contra um projeto turístico ligado à família Kushner, genro de Donald Trump, na costa sul, mas evoluiu para uma contestação alargada ao conjunto de políticas do Executivo. Os manifestantes apresentaram cinco exigências centrais, incluindo a demissão do governo e a suspensão de leis para investidores estratégicos.
Os organizadores classificaram a manifestação como nacional e apelaram aos albaneses em todo o país e na diáspora para participarem na jornada marcada para coincidir com o aniversário da Liga de Prizren, símbolo da identidade nacional. A presença da oposição ao projeto imobiliário foi intensificada por preocupações ambientais e sociais.
O governo sustenta que o empreendimento pode dinamizar o turismo de luxo e apoiar a candidatura à União Europeia. O projeto contempla uma zona costeira na Lagoa de Narta, área de proteção ambiental, e um resort na ilha desabitada de Sazan, antiga base militar.
Na semana anterior, o primeiro-ministro alegou que a oposição ao projeto tem sido alimentada por narrativas digitais e forças externas. Na terça-feira, a Comissão Europeia pediu às autoridades albanesas que atuem com urgência para não comprometer a adesão à UE, especialmente o capítulo 27 sobre ambiente.
Organizadores indicaram que as ações vão continuar nos próximos dias, mantendo as cinco exigências em vigor e sem previsão de redução da intensidade das ações.
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