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Milhares protestam na Albânia pedindo demissão do primeiro-ministro

Milhares em Tirana exigem a demissão de Edi Rama; o protesto amplia-se, contestando políticas do governo e colocando em risco a adesão à União Europeia

Protestos alastram pela Albânia após disputa sobre projeto numa reserva natural ligada a Jared Kushner, genro de Donald Trump. 9 de junho de 2026.
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  • Milhares de albaneses foram às ruas, no décimo dia de protestos, em Tirana, para exigir a demissão do primeiro-ministro Edi Rama.
  • Os manifestantes concentraram-se na praça Skënderbej e seguiram rumo ao parlamento, entoando “Rama para a prisão” e mencionando Sali Berisha.
  • O movimento começou contra um projeto turístico relacionado com a família Kushner e evoluiu para uma campanha mais ampla contra políticas do governo, com cinco exigências centrais.
  • As cinco exigências são: demissão do governo; revogação de legislações e de disposições para investidores estratégicos; retirada do Pacote da Montanha; inversão de alterações à Lei das Áreas Protegidas; revogação de alterações à Lei do Património Cultural.
  • O governo sustenta que o empreendimento pode transformar o turismo do país; a Comissão Europeia pediu ação rápida para não comprometer a candidatura à UE, e os organizadores reiteraram a continuidade dos protestos.

Milhares de albaneses voltaram às ruas na noite de quarta-feira, no décimo dia de protestos em Tirana, para exigir a demissão do primeiro-ministro Edi Rama. A concentração ocorreu na Praça Skënderbej e seguiu em direção ao parlamento, com cânticos que dirigiam críticas ao governo e a Sali Berisha, ex-primeiro-ministro e líder do Partido Democrata.

O movimento começou contra um projeto turístico ligado à família Kushner, genro de Donald Trump, na costa sul, mas evoluiu para uma contestação alargada ao conjunto de políticas do Executivo. Os manifestantes apresentaram cinco exigências centrais, incluindo a demissão do governo e a suspensão de leis para investidores estratégicos.

Os organizadores classificaram a manifestação como nacional e apelaram aos albaneses em todo o país e na diáspora para participarem na jornada marcada para coincidir com o aniversário da Liga de Prizren, símbolo da identidade nacional. A presença da oposição ao projeto imobiliário foi intensificada por preocupações ambientais e sociais.

O governo sustenta que o empreendimento pode dinamizar o turismo de luxo e apoiar a candidatura à União Europeia. O projeto contempla uma zona costeira na Lagoa de Narta, área de proteção ambiental, e um resort na ilha desabitada de Sazan, antiga base militar.

Na semana anterior, o primeiro-ministro alegou que a oposição ao projeto tem sido alimentada por narrativas digitais e forças externas. Na terça-feira, a Comissão Europeia pediu às autoridades albanesas que atuem com urgência para não comprometer a adesão à UE, especialmente o capítulo 27 sobre ambiente.

Organizadores indicaram que as ações vão continuar nos próximos dias, mantendo as cinco exigências em vigor e sem previsão de redução da intensidade das ações.

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