- Um caça Rafale da força aérea francesa abateu um drone não identificado que entrou no espaço aéreo da Letónia vindo da Rússia.
- O drone entrou no território “como resultado da guerra electrónica russa”; não houve feridos nem danos materiais.
- A decisão de abater o drone foi tomada pelo comando da NATO; o ministro da Defesa letão, Raivis Melnis, confirmou aos jornalistas.
- O aparelho foi abatido perto da aldeia de Berzgale, a cerca de 30 quilómetros da fronteira.
- O incidente ocorre no contexto de uma missão de policiamento aéreo da NATO no Báltico, que envolve caças de vários países e aumenta temores de alargar o conflito.
Um caça Rafale da força aérea francesa abatou na segunda-feira um drone que entrou no espaço aéreo da Letónia, país-membro da NATO, vindo da Rússia. O incidente ocorreu perto da aldeia de Berzgale, a cerca de 30 quilómetros da fronteira, tendo sido decidido pelo comando da NATO. Não houve feridos nem danos materiais.
O drone foi descrito pelo exército letão como tendo entrado no território devido à guerra electrónica russa. Um porta-voz francês confirmou a ação, e a NATO sublinhou a demonstração de dissuasão e capacidade de defesa da aliança.
O primeiro-ministro da Letónia, Andris Kulbergs, elogiou a resposta célere e a atuação profissional. O ministro da Defesa letão, Raivis Melnis, explicou que a decisão final coube ao comando da NATO. As autoridades já tinham alertado a população para permanecer no interior das casas.
Contexto regional
Fragmentos de drone ucraniano foram encontrados na Moldova após um incidente que alega ter origem russa. O ministro estónio Margus Tsahkna indicou que os acontecimentos na Letónia e Moldova evidenciam a ameaça que ultrapassa as fronteiras ucranianas.
Situação da defesa na região
Em maio, a Letónia avançou com reforços às defesas antiaéreas contra drones. A Ucrânia tem intensificado ataques de longo alcance contra a Rússia, com impactos na balança aérea próxima ao Báltico.
Operação da NATO
O caça francês integra a missão de policiamento aéreo no Báltico, patrulhando Letónia, Lituânia e Estónia desde a adesão destes países à Aliança em 2004. A operação inclui também F-16 romenos e F-16 portugueses. No mês anterior, um jacto romeno abatou um drone ucraniano suspeito sobre a Estónia.
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