- O cantor russo Yaroslav Dronov, conhecido como Shaman, lançou o videoclipe “Mother Russia” onde usa deepfakes de IA para fazer cantar imagens de figuras públicas que deixaram a Rússia após a invasão da Ucrânia.
- O vídeo inclui retratos de personalidades como Maxim Galkin, Noize MC, Morgenshtern, Yury Dud, Oleg Tinkov e Mikhail Khodorkovsky, entre outros, e exibe um aviso de conteúdo gerado por IA.
- Shaman, já sob sanções da União Europeia, Canadá e Austrália, viu os seus canais ocidentais de distribuição, como Spotify e YouTube, fechados em 2024; o clipe já gerou debates sobre a legalidade do uso de deepfakes.
- Reações variaram: alguns criticaram o uso de imagens antigas; outros consideraram boa publicidade. Monetochka, ausente no vídeo, expressou desilusão por não ter sido incluída.
- Juristas ponderam potenciais ações legais por uso não autorizado de imagens, mas a probabilidade de sucesso depende de questões legais complexas; até ao momento não há processo judicial anunciados.
O videoclipe Mother Russia, do artista russo conhecido como Shaman, utiliza extensivamente deepfakes geradas por IA para incluir retratos de figuras públicas. O lançamento gerou polémica significativa em meio a debates sobre uso de IA na arte e direitos de imagem. Shaman, 34 anos, tem histórico de apoio ao governo russo e participação em eventos oficiais.
O vídeo mostra fotografias de personalidades que deixaram a Rússia após a invasão da Ucrânia, integrando-as num painel que é acompanhado por vozes criadas por IA. Entre os retratados estão humoristas, músicos, jornalistas e empresários, alguns já alvo de sanções internacionais. O vídeo avisa explicitamente que há conteúdo gerado por IA.
A controvérsia envolve ainda a ausência de Monetochka, que criticou não ter sido incluída, e reacções variadas entre quem vê publicidade e quem vê violação de direitos de imagem. Organismos legais e juristas analisam possíveis ações, embora opiniões divergentes apontem para incerteza sobre o sucesso de processos.
Reações e contexto
A reação pública dividiu-se entre críticas ao uso de imagens antigas sem consentimento e defesa de que a obra pode promover debate político. O caso eleva a discussão sobre legitimidade do uso de deepfakes na arte e possíveis ações judiciais por parte das pessoas retratadas.
Questões legais e posicionamento
Além disso, o uso de conteúdos gerados por IA levanta dúvidas sobre a conformidade com leis russas e internacionais. Autores consultados defendem que, dependendo da legislação, é possível abrir ações legais caso haja violação de direitos de imagem ou de propriedade intelectual. No momento, não há processo judicial oficial divulgado.
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