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Irão usa perfis falsos irlandeses e escoceses para manipular público

Investigação revela rede de contas falsas ligadas ao IRGC que se faziam passar por escoceses e irlandeses para angariar seguidores e difundir propaganda pró-Irão

Nesta imagem divulgada pela Sepahnews da Guarda Revolucionária iraniana em 16 de fevereiro de 2026, tropas perfilam-se durante um exercício
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  • Investigadores do Media Forensics Hub da Universidade Clemson identificaram uma rede de contas ligadas aos Guardas Revolucionários Islâmicos do Irão que se faziam passar por escoceses, ingleses e irlandeses para angariar seguidores e difundir propaganda pró-Irão.
  • As contas partilhavam imagens de paisagens da Escócia, defendiam a independência do Reino Unido e criticavam o governo britânico, antes de passarem a publicar conteúdos pró-Irão após o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão no final de fevereiro.
  • Observou-se uso de imagens geradas por IA e fotografias roubadas; muitos perfis apresentavam-se como mulheres, mas não eram quem diziam ser, com casos de publicações copiadas e hashtags com caracteres persas inseridos por engano.
  • Foram identificados dois subgrupos que publicavam em inglês — um alegadamente da Escócia e da Inglaterra, outro da Irlanda e Irlanda do Norte — e, noutras línguas, perfis que se faziam passar por ativistas de várias regiões, incluindo Texas, Califórnia, Venezuela e Chile.
  • Paralelamente, a Europol anunciou, em maio, o encerramento de milhares de contas ligadas ao IRGC em dezoito países entre fevereiro e abril, utilizando conteúdos de IA e propaganda para glorificar o IRGC e atacar inimigos como Israel.

O IRGC, Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, utilizou uma rede de redes sociais para manipular o público. Contas apresentavam-se como escocesas, irlandesas e britânicas, ganho seguidores e credibilidade antes de difundir propaganda pró-Irão.

Investigadores do Media Forensics Hub, da Universidade de Clemson, vincularam essas contas ao IRGC. Publicavam fotos de paisagens da Escócia e criticavam o governo do Reino Unido.

As contas active no X, Instagram e Bluesky ficaram meses a angariar seguidores. Após o início do confronto entre EUA e Israel contra o Irão, passaram a veicular conteúdo pró-Irã.

Detalhes da operação

Conteúdos incluíam elogios ao aiatolá Ali Khamenei e imagens geradas por IA que alegavam destruir bases norte-americanas. Também criticavam Trump, Netanyahu e destacavam mortes de civis no Irão.

Vários perfis fingiam ser de mulheres, usando imagens roubadas ou criadas por IA. Em um caso, uma conta britânica copiou uma publicação e alterou uma hashtag com símbolo persa.

Foram identificados dois grupos em inglês: um dizendo ser da Escócia e Inglaterra; outro da Irlanda e Irlanda do Norte, com interacções reais em debates locais.

Ação internacional

Paralelamente, a Europol anunciou, em maio, a suspensão de milhares de contas ligadas ao IRGC em 19 países. A operação ocorreu entre fevereiro e abril e visou infraestrutura online do grupo.

A principal conta do IRGC no X, com mais de 150 mil seguidores, foi afetada. Publicações combinavam mensagens pró-IRGC com vídeos gerados por IA.

A ofensiva coincide com maior escrutínio às campanhas de influência iranianas, que vão desde imagens históricas até conteúdos gerados por IA e vídeos virais em Lego.

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