- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que existem “tecnocratas” em Cuba prontos para negociar com Washington.
- Rubio disse diante da Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes que há pessoas com quem se pode trabalhar, apesar das resistências na hierarquia cubana.
- As relações entre EUA e Cuba deterioraram-se desde janeiro, com o embargo de facto ao petróleo cubano, novas sanções e a indiciamento do ex-presidente Raúl Castro.
- Rubio afirmou que, apesar do diálogo contínuo entre os dois governos, há quem reconheça que o sistema atual é insustentável e precisa de reformas, embora não tenham poder para mudar.
- Em relação à Venezuela, o secretário defendeu a criação de uma nova comissão eleitoral para eleições livres, e mencionou controvérsias sobre os resultados das eleições de julho de 2024, com a oposição a contestar a vitória de Nicolás Maduro.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, afirmou que existem tecnocratas em Cuba dispostos a negociar com Washington. A frase foi proferida nesta quarta-feira perante a Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, em Washington.
Rubio disse ainda que, embora haja vontade de diálogo, a progressão depende da hierarquia cubana e de inclinações ideológicas. Alega que a crise econômica na ilha se agrava com o embargo e sanções aplicadas pelos EUA.
Desde janeiro, as relações entre EUA e Cuba deterioraram-se, com o endurecimento de restrições ao petróleo cubano, novas sanções a empresas e autoridades, e a inclusão do ex-presidente Raúl Castro em investigações de longa data.
Rubio participou na terça-feira de uma audiência no Senado sobre a agenda de política externa do governo do presidente Donald Trump. Na Câmara, reforçou a necessidade de reformas no sistema cubano para avanços no diálogo.
Venezuela
O senador mencionou ainda a situação na Venezuela, defendendo a criação de uma nova comissão eleitoral para eleições livres. A oposição acusa Maduro de vencer as eleições de 28 de julho de 2024, embora autoridades tenham declarado Maduro vencedor.
A oposição sustenta que Edmundo González foi o candidato com maior votação, mas Maduro permanece no poder. A polícia venezuelana prendeu Maduro durante uma incursão militar em Caracas, em janeiro, segundo as alegações.
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