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Ex-vice-primeiro-ministro libanês não confia em nenhum lado para cessar conflito

Ghassan Hasbani diz não confiar que qualquer lado ponha fim ao conflito; o cessar-fogo pode limitar-se aos subúrbios de Beirute, com o Hezbollah fora do controlo estatal

Ghassan Hasbani, antigo vice-primeiro-ministro libanês
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  • Ghassan Hasbani, antigo vice-primeiro-ministro libanês, afirmou em Beirute que a situação na fronteira com Israel permanece incerta, mesmo com supostos esforços dos EUA para reduzir tensões.
  • Posteriormente a conversações entre o governo libanês e os Estados Unidos, as ameaças israelitas de atacar alvos do Hezbollah nos subúrbios de Beirute teriam sido temporariamente suspensas.
  • O ex-vice-primeiro-ministro disse não confiar que qualquer lado pare o conflito por completo, e que o cessar-fogo existente provavelmente não abrange o ataque ao subúrbio de Beirute.
  • Hasbani descreveu o Hezbollah como uma força militarizada fora do controlo do governo libanês, com ações influenciadas pelo Irão, e afirmou que o Estado libanês não está em guerra com Israel, buscando evitar mais destruição no Líbano.
  • O político defendeu que o governo libanês precisa de controlar todo o território do país e prevenir futuros conflitos desencadeados por grupos armados que atuam fora da autoridade estatal, visando estabilidade.

Ghassan Hasbani, deputado libanês e antigo vice-primeiro-ministro, afirmou em direto a partir de Beirute que a situação na fronteira com Israel permanece incerta, apesar de esforços alegados dos EUA para reduzir as tensões. O posicionamento surge num contexto de tensão contínua na região.

Hasbani indicou que as ameaças de ataque de Israel aos bastiões do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute foram temporariamente suspensas após conversações entre o governo libanês e Washington. Contudo, o político deixou claro que não espera um cessar-fogo completo nem duradouro.

A impressão no terreno, segundo o deputado, é de que o cessar-fogo, se avançar, ficará limitado a evitar ataques no subúrbio de Beirute. A confiança na capacidade de qualquer lado de encerrar o conflito de forma voluntária é baixa.

Hasbani descreveu o Hezbollah como uma força militarizada fora do controlo do governo libanês, com ações fortemente influenciadas pelo Irão. O Estado libanês, afirmou, não está em guerra com Israel e procura acalmar os ânimos para evitar mais destruição no país.

Quanto aos desafios mais amplos, o político disse que o governo libanês pretende afirmar o controlo sobre todo o território e impedir conflitos desencadeados por grupos armados que operam fora da autoridade estatal. A estabilidade nacional depende desse controlo efetivo.

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