- A Marinha francesa interceptou o petroleiro Tagor, proveniente de Murmansk, sob sanções internacionais, no Atlântico, ao largo de Brest.
- Após inspeção, foi detetada irregularidade do pavilhão e a polícia marítima suspeitou de um possível falso pavilhão; o navio foi desviado para um ponto de fundeadouro para as verificações.
- A interceção foi anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, na X, que publicou um vídeo da operação e disse que contou com o apoio de parceiros, incluindo o Reino Unido, no estrito respeito pelo direito do mar.
- França já intercetou, desde setembro, outros três navios suspeitos de pertencerem à frota fantasma russa; esses veículos puderam voltar a navegar após pagamento de coimas.
- O objetivo das sanções é impedir que navios contornem regras, financiem a guerra da Rússia e violem o direito do mar, com centenas de navios sob sanções na União Europeia.
O petroleiro Tagor, proveniente da Rússia, foi intercetado pela Marinha francesa na manhã de domingo, junto a Brest, no Atlântico. A operação ocorreu no âmbito das sanções internacionais, com o navio a caminho de cumprir verificações de conformidade.
Segundo o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, a intervenção decorreu no alto-mar, com apoio de parceiros, incluindo o Reino Unido, cumprindo o direito do mar. A intervenção foi divulgada por Macron numa publicação na X, com um vídeo breve.
Após a inspeção a bordo, a Marinha verificou uma irregularidade no pavilhão e suspeita de arvorar um pavilhão falso. O caso foi comunicado ao procurador de Brest, sendo o Tagor desviado para um ponto de fundeadouro para prosseguir as averiguações.
Contexto: frotas e sanções
Desde setembro, a França já intercetou outros três navios associados à chamada frota fantasma russa. Os armadores pagaram coimas e os navios voltaram a navegar.
Os navios desta frota costumam mudar de pavilhão ou usar registos inválidos para evitar deteção.
Vários países ocidentais impõem sanções a centenas de navios desde a invasão da Ucrânia em 2022.
Quase 600 embarcações suspeitas estão sob sanções da União Europeia.
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