- Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Terroristas Globais Especialmente Designados.
- A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, após um encontro com Flávio Bolsonaro em Washington.
- Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido aos EUA que classificassem os grupos como terroristas, numa reunião que visa reforçar as preocupações sobre criminalidade nas eleições de outubro.
- O Governo brasileiro teme que a classificação possa abrir caminho a intervenção militar dos Estados Unidos ou a sanções financeiras a bancos que operem com membros dos grupos.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Palácio do Planalto não comentaram de imediato; o principal conselheiro de política externa de Lula da Silva respondeu com cautela, defendendo cooperação sem justificar intervenção.
Os Estados Unidos anunciaram que vão classificar os dois maiores grupos criminosos do Brasil, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, após uma reunião com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro em Washington.
A medida abre espaço para ações mais restritivas por parte dos EUA, incluindo possíveis sanções ou medidas de intervenção, conforme os críticos temem. O Governo brasileiro tem tentado evitar esse enquadramento para não justificar intervenções militares ou sanções a instituições financeiras.
Flávio Bolsonaro, que se prepara para a corrida presidencial com apoio de Jair Bolsonaro, pediu a classificação durante o encontro com Rubio. Assessores do senador destacam o evento como forma de reforçar a urgência da criminalidade na agenda eleitoral.
Embora o Governo brasileiro tenha evitado confirmar a classificação, o Departamento de Estado já designou PCC e CV como organizações terroristas, com o objetivo de interromper fluxos de finanças e atividades de tráfico. Rubio enfatizou que as redes dos grupos estendem-se pela região e chegam aos EUA.
A reação brasileira foi contida. Celso Amorim, conselheiro de política externa do presidente Lula, pediu prudência: a cooperação internacional é bem-vinda, mas não pode servir de pretexto para intervenção. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Palácio do Planalto não responderam de imediato.
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