- Milhares de georgianos marcharam no centro de Tbilisi e reuniram-se junto ao parlamento, com bandeiras da Geórgia e da União Europeia, no Dia da Independência, a 26 de maio de 2026.
- A manifestação foi pró-Europa e ocorreu num momento de forte polarização na sociedade, com críticas a suposto retrocesso democrático e a uma possível deriva pró-Moscovo pelo governo.
- A ação foi organizada por uma aliança de partidos da oposição, que exibe cartazes com “Somos Europa” e retratos do ex-presidente Saakashvili, agora detido.
- O primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze, disse que o caminho da Geórgia para a adesão à União Europeia é sólido e irreversível, mesmo com o congelamento do processo por Bruxelas.
- A oposição afirma que o povo vencerá e que nenhum governo autoritário resiste a uma população unida; sondagens apontam apoio à adesão acima de oitenta por cento.
Geórgia assinalou hoje o Dia da Independência com um desfile oficial, seguido de uma forte manifestação pró-Europeia em Tbilisi. Milhares de georgianos percorreram o centro da capital, empunhando bandeiras nacionais e da União Europeia, antes de se concentrarem junto ao parlamento, sob forte presença policial. A marcha ocorreu num contexto de polarização e de críticas ao Governo.
Depois do desfile, os manifestantes uniram-se numa concentração de apoio europeu. Entre os símbolos exibidos estavam cartazes com a frase Somos Europa e retratos do ex-presidente Mikheil Saakashvili, detido, que liderou uma fase de aproximação ao Ocidente. A polícia montou um dispositivo de segurança robusto para o evento.
O movimento de hoje foi organizado por uma aliança de partidos da oposição, que tenta apresentar uma frente comum contra o Governo. Criticas apontam para retrocesso democrático e uma orientação mais favorável a Moscovo, acusações que o executivo georgiano rejeita.
No discurso de comemoração, o primeiro-ministro Irakli Kobakhidze reiterou a visão de um caminho sólido para a adesão à UE, apesar de Bruxelas ter congelado, em parte, o processo de aprovação. O chefe de Governo enfatizou a independência e a soberania do país como pilares do progresso.
A adesão à União Europeia mantém-se constitucionalmente prevista, com apoio estimado em mais de 80% segundo sondagens. O debate político continua a acentuar-se entre projetos pró-ocidente e críticas internas sobre vias democráticas e governança.
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