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Guardas da Revolução dizem que negociar é perda de tempo após violação do cessar-fogo

Guardas da Revolução dizem que negociar é perda de tempo após os EUA violarem o cessar-fogo, agravando tensões e o progresso diplomático

Um mural anti-americano junto à antiga embaixada dos EUA em Teerão, no Irão
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  • Os EUA realizaram bombardeamentos a bases de lançamento de mísseis e a navios suspeitos de minas no estreito de Ormuz, alegando autodefesa, numa operação que aumenta a tensão na região.
  • O Irão acusa os Estados Unidos de violar gravemente o cessar-fogo e os Guardas da Revolução competem a uma resposta recíproca e resoluta, com o guia supremo a dizer que os EUA já não têm porto seguro no Golfo.
  • Diplomacia segue em curso com negociações indiretas entre Teerão e Washington sob mediação regional; há perspetivas de um memorando em dias para consolidar a trégua e desbloquear o estreito de Ormuz, embora ainda existam obstáculos.
  • Em Doha, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, deixou a ronda de negociações após discussões sobre o desbloqueio de 24 mil milhões de dólares em fundos iranianos congelados no estrangeiro; a delegação incluía o ministro dos Negócios Estrangeiros e o governador do banco central.
  • Recep Tayyip Erdogan reiterou a participação da Turquia na mediação liderada pelo Paquistão; o ambiente regional envolve também ataques israelitas no Líbano e declarações de oficiais iranianos sobre uma possível resposta mais ampla caso a região volte a mergulhar em conflito.

O Irão acusa os Estados Unidos de violar o cessar-fogo ao bombardearem bases de lançamento de mísseis e navios no estreito de Ormuz, numa operação que Washington classifica como autodefesa. O ataque ocorreu na noite de segunda-feira, aumentando a tensão regional.

Washington sustenta que a operação visou alvos ligados a minas no estreito de Ormuz e a bases de lançamento de mísseis, justificando-a como resposta a agressões anteriores. O chanceler Marco Rubio indicou que negociações indiretass continuam sob mediação regional, com perspetiva de avançar para um memorando de entendimento nos próximos dias.

No Irão, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, abandonou Doha, onde decorriam discussões sobre desbloquear fundos iranianos de 24 mil milhões de dólares, um dos principais obstáculos ao memorando. A comitiva incluía o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, e o governador do banco central, Abdolnaser Hemmati.

Perspetivas de mediação

Fontes iranianas dizem que o desbloqueio de fundos e os termos da reabertura do Canal de Ormuz ainda não estavam resolvidos. Recep Tayyip Erdogan manteve contacto com Teerão, insistindo na mediação liderada pelo Paquistão, visando concluir um acordo em breve.

A marinha dos EUA reiterou que continuará a defender as suas forças e a cumprir o cessar-fogo, enquanto o Irão avisou que pode prolongar a resposta caso a região volte a entrar em conflito. Guardas da Revolução afirmaram possuir o direito de responder de forma decisiva.

Ambiente regional e comunicação

Ao mesmo tempo, ataques israelitas no Líbano intensificaram o clima de tensão na região, com previsões de que avançados acordos diplomáticos poderiam ser afetados. A situação mantém o estreito de Ormuz sob pressão, com restrições ao tráfego naval em vigor.

A liderança iraniana intensificou o tom no início desta semana, destacando que Washington não tem porto seguro no Golfo. O guiar supremo Hassan Khamenei enfatizou, via Telegram, que a América está a perder influência na região e que palavras de apoio aos seus inimigos devem cessar.

Desfecho em aberto

Perante o cenário, as conversações entre EUA e Irão, mediadas regionalmente, seguem em curso, com foco em estabilizar o cessar-fogo, desbloquear fundos e definir as condições para a gestão do estreito de Ormuz. A região aguarda por avanços que permitam reduzir a escalada militar.

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