- O senador Flávio Bolsonaro partiu ao amanhecer de segunda-feira para os Estados Unidos, na tentativa de encontrar-se com o presidente Donald Trump e tirar uma foto que possa impulsionar a sua candidatura.
- O encontro ainda não está garantido e está a ser articulado pelo irmão Eduardo Bolsonaro e pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
- O objetivo é mostrar proximidade entre ambos e, quem sabe, obter uma declaração de apoio de Trump.
- a viagem foi impulsionada após vazamentos de mensagens que evidenciaram proximidade de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em março por alegada fraude financeira, o que afetou as sondagens.
- Alguns aliados criticaram a iniciativa, alertando para o risco de tudo correr mal e de que a posição de Trump na região pode dificultar o ganho de credibilidade.
Flávio Bolsonaro partiu ao amanhecer desta segunda-feira para os Estados Unidos, sem garantias de encontro com Donald Trump. O objetivo é conseguir uma foto e, quem sabe, uma declaração de apoio que possa beneficiar a sua candidatura presidencial.
O senador e segundo colocado nas sondagens para as eleições de outubro viajou a Washington. A deslocação, organizada pelo irmão Eduardo Bolsonaro e pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, depende de a reunião ser confirmada pela equipa de Trump.
A ideia é mostrar proximidade entre Flávio e Trump, mesmo que a relação entre o presidente dos EUA e o Brasil se apresente como apenas diplomacia entre estados. A presença de Trump na agenda norte-americana é um fator central da estratégia.
A viagem surge após a divulgação de mensagens que mostraram proximidade de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em março por alegada liderança de fraude financeira de grande escala. A divulgação afetou a posição do candidato nas sondagens, com queda de até vários pontos.
Parte da equipa sustenta que a visita pode devolver prestígio internacional a Flávio, sobretudo junto a Trump, visto como figura determinante para uma eventual recuperação da imagem pública. Outros, porém, há receios de que o encontro não se realize.
Desdobramentos
Críticas internais apontam que, mesmo que a reunião ocorra, os resultados são incertos, dado o momento turbulento na imagem de Trump. A avaliação é que o impacto ainda depende de fatores externos e da própria confirmação do encontro.
O contexto regional também é considerado: a recente atuação militar de Trump na Venezuela e as ameaças à Cuba alimentam dúvidas sobre a receptividade de figuras brasileiras junto do líder norte-americano.
As autoridades brasileiras não confirmam detalhes da agenda em Washington, limitando-se a indicar que a viagem visa explorar oportunidades diplomáticas e mediáticas para a campanha de Flávio Bolsonaro.
Entre na conversa da comunidade