- O relatório do Instituto Internacional para a Investigação de Paz (SIPRI) aponta a menor participação de militares e civis em missões de paz desde 2000, com 58 operações em 34 países e 78 633 militares envolvidos.
- Em comparação com o ano anterior, houve uma queda de 17% no número de operacionais, refletindo cortes de financiamento e enfraquecimento da Organização das Nações Unidas.
- No final do ano passado, as missões de paz estavam mais vulneráveis devido a um orçamento abaixo do previsto para 2024-2025, com cortes de pessoal decorrentes de um saldo financeiro adverso.
- A maior parte dos militares está concentrada em cinco países: República Centro-Africana, Sudão do Sul, Somália, República Democrática do Congo e Líbano.
- Os dez principais países contribuidores vêm todos do sul Global, liderados pelo Uganda, seguido de Nepal, Bangladesh e Índia, enquanto o Conselho de Segurança enfrenta bloqueio político que dificulta renovar ou criar missões.
Desde o início do século, o número de militares e civis em missões de paz globais caiu para níveis históricos, de acordo com o SIPRI. O estudo aponta um enfraquecimento das operações sob as Nações Unidas e uma pressão crescente sobre o modo como se gerem crises internacionais.
No final de 2025 estavam ativas 58 operações de paz em 34 países, envolvendo 78.633 militares. Este total representa uma diminuição de 17% face ao ano anterior, o patamar mais baixo desde 2000. A maioria dos recursos está operativa em cinco países.
A distribuição geográfica da força
A grande maioria dos operadores está em cinco territórios: República Centro-Africana, Sudão do Sul, Somália, República Democrática do Congo e Líbano. Os países com maior número de profissionais a integrar missões são do Sul Global, liderados pelo Uganda, seguido pelo Nepal, Bangladesh e Índia.
Causas da crise de financiamento
A principal razão apontada é a redução de verbas para operações lideradas pela ONU. Em 2024-2025, o orçamento ficou 31% abaixo do previsto, forçando cortes de pessoal e reestruturações. O cenário político internacional agrava o desequilíbrio entre necessidades de resposta e disponibilidade de financiamento.
Competição política e impacto
O estudo indica que o bloqueio no Conselho de Segurança, com o poder de veto dos membros permanentes, complica a renovação de missões de paz. A equipa do SIPRI alerta para o risco de agravamento de conflitos e de impactos mais graves sobre civis quando normas e financiamento retrocedem.
Perspectivas e respostas
Os autores defendem que o colapso da gestão multilateral não é inevitável, desde que haja financiamento previsível e espaço político para respostas eficaz. Sem isso, o SIPRI antecipa maior fragilidade das soluções multilaterais em cenários de conflito.
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