- Quase 200 mil pessoas afastaram-se às ruas de Belgrado num protesto contra o presidente Aleksandar Vucic, considerado o segundo maior desde a queda do último ditador jugoslavo.
- Os manifestantes exigem eleições antecipadas, em apoio ao movimento estudantil que já dura dezoito meses.
- Os estudantes têm bloqueado escolas e ocupado ruas como parte das ações que ganharam força política.
- O veterano de guerra Zoran Milovanov, 62 anos, disse estar lá para proteger os estudantes e criticou a erosão da imprensa livre e das instituições democráticas.
- Milovanov afirmou sentir-se responsável por não ter agido antes para reformar o país, referindo-se à trajetória do governo de Vucic e do Partido Progressista Sérvio.
Belgrado acolheu o segundo maior protesto desde a queda do último ditador jugoslavo, com perto de 200 mil pessoas nas ruas. Os manifestantes exigem eleições antecipadas e apoiam o movimento estudantil que pediu mudanças há um ano e meio.
A manifestação ocorreu numa altura em que os estudantes continuam a bloquear escolas e a ocupar espaços públicos como forma de pressão política. O objetivo é aumentar a pressão sobre o Governo para que sejam promovidas eleições livres e justas, nomeadamente para renovar a direção do país.
Entre os participantes estiveram estudantes, trabalhadores e veteranos de guerra. O grupo de veteranos, liderado por Zoran Milovanov, de 62 anos, afirmou estar presente para apoiar os jovens e defender a imprensa, as instituições democráticas e o regime de direitos, que, segundo ele, tem vindo a sofrer erosões nos últimos anos.
Os veteranos acrescentaram que se sentem responsáveis por ter permitido, no passado, que o país enfrentasse décadas de conflito e interferência política. Exibiram o apoio a uma transformação institucional que permita uma alternativa política sólida aos atuais responsáveis, mantendo o foco na proteção de direitos civis.
Quem está envolvido
Os organizadores do protesto não detalharam números oficiais de adesões, mas apontaram para uma participação ampla da sociedade civil. Além dos estudantes, há representantes de movimentos cívicos e de associações profissionais que alinham as suas reivindicações com a necessidade de eleições antecipadas.
Contexto
O movimento estudantil iniciou a sua pressão há 18 meses, com ações que incluíram ocupações de escolas e marchas unificadas por mudanças políticas. O objetivo é provocar uma mudança de governo e instaurar um ambiente político mais estável e democrático.
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