- O Irão afirmou, a 25 de maio, cobrar taxas por serviços de navegação e proteção ambiental no estreito de Ormuz, negando cobrar portagens.
- O estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo, concentrando cerca de um quinto do petróleo mundial.
- O país está em negociações com os Estados Unidos para o fim das sanções e a retomada do acordo nuclear de 2015.
- O ministro do Petróleo, Javad Owji, disse que o Irão está disposto a cooperar com vizinhos e a comunidade internacional, mas não aceita pressões.
- A controvérsia internacional envolve alegações de portagens ilegais; o Irão sustenta que as taxas são legítimas, cobradas apenas por serviços de navegação e proteção ambiental.
O Irão esclareceu na segunda-feira, 25 de maio, que cobra taxas por serviços de navegação no estreito de Ormuz, não portagens. O objetivo é financiar a proteção ambiental e a segurança da passagem de navios, enquanto negocia com os EUA o fim de sanções.
O ministro do Petróleo, Javad Owji, afirmou à IRNA que as taxas incidem apenas sobre serviços de navegação e proteção ambiental. O país rejeita a ideia de cobrar portagens, recorrendo a uma outra tipologia de encargos.
O estreito de Ormuz é uma rota estratégica, pela qual passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Tensões com os Estados Unidos explicam parte da controvérsia em torno das cobranças.
Contexto e negociações
Owji indicou ainda que o Irão está disposto a discutir o uso do estreito com Estados vizinhos e outros países, mantendo posição firme contra pressões. O objetivo é permitir a livre passagem sem comprometer a segurança regional.
A comunidade internacional acompanha o tema com atenção, temendo interrupções no abastecimento global. O Irão já ameaçou fechar o estreito caso haja sanções ou ações militares, o que intensifica o debate sobre o uso da passagem.
O governo iraniano reforça que o principal foco é a cooperação regional para manter estabilidade e segurança na região do Golfo. A comunicação pública visa esclarecer dúvidas sobre a natureza das tarifas cobradas.
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