- O Irão acusou os Estados Unidos de sabotarem as negociações para terminar a guerra, alegando exigências excessivas e mudança de posição de Donald Trump.
- Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros, dirigiu a queixa ao secretário-geral da ONU, António Guterres, indicando posições contraditórias dos EUA que prejudicam o processo mediado pelo Paquistão.
- O marechal Asim Munir, chefe do Exército paquistanês, chegou a Teerão para reforçar os esforços de mediação, mantendo encontro com Araghchi sobre as iniciativas diplomáticas.
- Controvérsias entre Teerão e Washington permanecem profundas, com pontos em aberto como fim da guerra em todas as frentes, o estreito de Ormuz, o bloqueio aos portos iranianos e a questão nuclear.
- O Catar e outros países tentam mediação alternativa; Washington é visto pela imprensa a considerar novos ataques a Teerão, enquanto Trump manteve reunião com conselheiros e decidiu ficar em Washington por questões de estado.
O Irão acusa os Estados Unidos de sabotar as negociações para o fim da guerra, através de exigências excessivas e posições contraditórias. A reclamação foi dirigida ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e revela uma mudança de agenda nos últimos dias por parte de Washington, segundo agências iranianas.
Abbas Araghchi afirmou que estas condições prejudicam o processo diplomático liderado pelo Paquistão. O ministro acrescentou que o Irão permanece engajado com responsabilidade e seriedade, buscando um desfecho justo, apesar da desconfiança em relação aos Estados Unidos.
O líder do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, chegou a Teerão na sexta-feira para acompanhar os esforços de mediação do país. A agência Irna informou que Munir manteve um encontro prolongado com Araghchi sobre avanços diplomáticos.
Divergências profundas
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, indicou que as divergências entre Teerão e Washington permanecem profundas. Entre os pontos por resolver estão o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a situação no estreito de Ormuz, o bloqueio aos portos iranianos e a questão nuclear.
O Catar, diretamente afetado pela guerra iniciada pelos EUA e por Israel, e outros países da região procuram também vias alternativas de mediação. Teerão confirmou a visita de uma delegação catariana na sexta-feira.
A imprensa norte-americana reportou que Washington poderia considerar novos ataques contra Teerão. A CBS News indicou que as forças militares dos EUA se preparam para eventuais bombardeamentos durante o fim de semana.
Na sexta-feira, Donald Trump reuniu os seus conselheiros para discutir a guerra. O presidente norte-americano também anunciou que não poderá estar presente no casamento do filho mais velho, Don Jr., nas Bahamas, para permanecer em Washington por questões de Estado.
Entre na conversa da comunidade